27/10/2026

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Marília Campos diz que recusa de Flávio Bolsonaro em aceitar derrota não surpreende

A senadora eleita por Minas Gerais, Marília Campos (PT), afirmou durante entrevista nesta segunda-feira (26) que “não é novidade” que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito do último domingo (25), recuse-se a reconhecer o resultado das urnas.

Rejeição das urnas e histórico de contestações De acordo com a parlamentar, a diferença expressiva na votação torna a derrota incontestável. “Foram 4 milhões de votos a mais. Acho que devemos seguir em frente e esperar os próximos passos deles. Eles têm uma dificuldade grande de respeitar o resultado.”

A representante do Partido dos Trabalhadores também relembrou as movimentações ocorridas durante a transição de governo após a derrota de Jair Bolsonaro (PL), classificando episódios anteriores como uma tentativa de golpe de Estado e um “grande golpe para a democracia”.

O quarto mandato de Lula foi assegurado no domingo, mas a campanha do senador derrotado declarou que não aceitaria o desfecho e que acionaria instâncias judiciais para pedir a anulação do pleito. O argumento central da defesa baseia-se na decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o funcionamento das urnas em duas horas devido a problemas de logística e longas filas registradas em municípios como São Paulo e Salvador. Curiosamente, a própria campanha do parlamentar havia solicitado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a extensão do horário de votação em regiões afetadas por temporais.

Desafios de governabilidade no Senado Com a definição das cadeiras legislativas, o PL garantiu a maior bancada na Casa Alta a partir de 2027, elegendo 19 senadores em 2026 e totalizando 28 parlamentares. Já o PT elegeu seis nomes e contará com nove representantes no total.

Apesar da forte oposição prevista para o próximo mandato presidencial, a senadora minimizou os impactos legislativos e apontou fragilidades no campo adversário. “Lula teve dificuldade de governabilidade [do mandato atual], mas isso não impediu que aprovasse a PEC do fim da escala 6×1, vários projetos no Senado, como a política de minerais raros, fim das bets. Claro que temos eleitos, mas a direita tem fissuras, tem divergências”, declarou.

Para finalizar, a petista avaliou que, embora a bancada de oposição tenha ampliado sua presença no parlamento, o grupo político saiu enfraquecido por não ter alcançado o principal objetivo da disputa, que era a chefia do Poder Executivo federal.