28/10/2026

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Flávio Bolsonaro recua e decide não contestar vitória de Lula nas urnas

O senador Flávio Bolsonaro (PL) desistiu de questionar a validade da votação que garantiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após anunciar inicialmente que pediria a anulação do pleito, o candidato derrotado optou por concentrar a ofensiva jurídica em ações que apontam supostos abusos de poder político e econômico cometidos pela campanha petista.

Mudança na estratégia jurídica

Integrantes da campanha afirmaram, sob reserva, que não haverá pedido de anulação da votação. A nova diretriz é contestar falhas da máquina pública durante o período eleitoral, preservando a validade oficial dos votos computados.

A equipe jurídica já protocolou 20 pedidos de cassação contra Lula, com novas representações previstas para os próximos dias, atualmente sob análise cuidadosa antes do envio à Justiça Eleitoral.

O recuo após o discurso inicial

A reviravolta marca uma mudança em relação ao pronunciamento feito na noite de domingo (25), logo após a confirmação do resultado, quando o senador declarou que contestaria o pleito devido a interferências do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), no horário de votação.

“É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições”, declarou.

O atrito inicial ocorreu por causa da prorrogação da votação até as 19h em razão de problemas no transporte de eleitores. O magistrado posteriormente esclareceu que a medida se aplicava apenas a seções com filas, sem reabrir urnas já encerradas. Momentos antes, o parlamentar havia recebido a confirmação oficial da derrota por telefone do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.

Conselhos de aliados e isolamento político

Antes da fala pública, aliados influentes — como o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos), o senador Rogério Marinho (PL-RN), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e membros da assessoria legal — recomendaram em uma residência no Lago Sul, em Brasília, o reconhecimento da derrota com foco exclusivo em recursos por abuso de poder.

Embora tenha inicialmente seguido uma ala radical contrária a essa tese, a postura perdeu força à medida que partidos aliados — MDB, Republicanos, União Brasil e PSD — passaram a reconhecer publicamente a reeleição de Lula, esvaziando o apoio político a uma contestação ampla do resultado.