Elon Musk e Steve Bannon contestam vitória de Lula nas eleições
O empresário multibilionário Elon Musk e o ex-conselheiro da Casa Branca Steve Bannon, ambos aliados do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionaram nesta segunda-feira (26) a lisura do pleito brasileiro que garantiu a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Controvérsias sobre os números da votação O dono da Tesla utilizou sua plataforma na internet para manifestar dúvidas sobre o crescimento na contagem de votos do petista, que superou o adversário por uma margem de três pontos percentuais, totalizando uma diferença de 4,4 milhões de votos — o dobro da vantagem obtida na disputa de 2022 contra Jair Bolsonaro. “A conta não fecha”, afirmou o empresário ao repostar outro post sobre o tema.
Repercussão internacional e exigências de sanções Na mesma linha, Steve Bannon utilizou seu programa de áudio e vídeo para classificar o pleito como “ilegítimo” e definiu o triunfo de Lula como um “governo marxista ilegal”. O ex-assessor americano ainda defendeu medidas drásticas por parte do governo de seu país em relação à nação sul-americana. “O Secretário de Estado e o Presidente (Trump) precisam sair agora, cortar as relações diplomáticas e fechar tudo com o Brasil”, afirmou Bannon, direcionando a cobrança a Marco Rubio e ao chefe da Casa Branca.
A prorrogação do horário de votação As contestações estrangeiras ocorrem após polêmicas envolvendo a extensão do horário de votação até as 19h do domingo (25), determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, devido a falhas no transporte público registradas em diferentes locais do território nacional. A decisão gerou atritos operacionais com o fechamento prévio de equipamentos, embora o Tribunal Superior Eleitoral tenha especificado que a medida beneficiaria somente as seções que continuavam com eleitores aguardando, vedando a reabertura de urnas já encerradas.
Garantias da Justiça Eleitoral brasileira Apesar das turbulências institucionais, o chefe do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, assegurou que o imbróglio jurídico não afetou o desfecho da eleição, confirmada com 51,79% para o candidato do PT contra 48,21% do representante do PL. “Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, declarou Nunes Marques, após a divulgação do resultado.



