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Brasil

Terçol persistente pode indicar câncer ocular perigoso

Especialistas alertam no programa de Roberto Kalil sobre tumores que simulam inflamações comuns nas pálpebras.

Terçol que não cura pode ser sinal de câncer, diz especialista a Kalil

Embora o terçol seja uma condição corriqueira e de fácil resolução na rotina médica, a falta de resposta aos tratamentos convencionais pode esconder um problema muito mais grave, como o câncer nos olhos.

Sinais de alerta nas pálpebras

A oftalmologista Tatiana Nahas, do Hospital Sírio-Libanês, destaca que tumores de pele também acometem a região palpebral, tendo como principal sinal de alarme as feridas que demoram a cicatrizar. “Essas lesões geralmente crescem, sangram e formam casquinha”, explica a especialista.

Em idosos, um tumor específico chamado carcinoma de glândulas sebáceas costuma se passar por um terçol comum. “Se o terçol voltar ao mesmo local, mesmo após cirurgia, é preciso procurar um oftalmologista especialista em pálpebras para o diagnóstico diferencial”, completa a médica.

Riscos em crianças e retinoblastoma

Já no público infantil, a neoplasia mais frequente é o retinoblastoma, uma malignidade que surge na retina. O oftalmologista Rubens Belfort Jr., membro da Academia Nacional de Medicina, aponta que a ausência de tratamento pode elevar a mortalidade para impressionantes 90%. Em contrapartida, quando diagnosticado e combatido corretamente, esse índice despenca para menos de 4%.

Outros problemas e tratamento da catarata

Além dos tumores, os especialistas abordaram erros refrativos, como miopia, astigmatismo e hipermetropia, além da catarata decorrente do envelhecimento. Para prevenir a miopia na infância, a recomendação principal envolve atividades físicas e maior tempo de exposição ao ar livre.

No caso da catarata, a correção exige intervenção cirúrgica obrigatória. “Não tem colírio, não tem vitamina, não tem vacina”, afirma Rubens Belfort Jr. O procedimento cirúrgico costuma ser rápido, durando entre 15 e 30 minutos com o uso de sedação ou colírio anestésico. “O paciente dorme, não vê nada, não sente nada”, esclarece Tatiana Nahas sobre a técnica que devolve a nitidez visual em poucos dias.