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Brasil

Reta final do enem 2026: veja como estudantes e professores se preparam

Exame nacional do ensino médio acontece nos domingos 8 e 15 de novembro, exigindo estratégias de revisão e controle emocional dos candidatos.

Reta final para o Enem: como estudantes estão se preparando?

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mobiliza milhares de estudantes brasileiros que buscam uma vaga no ensino superior. Marcada para as tardes dos domingos 8 e 15 de novembro de 2026, a avaliação gera grande expectativa, mas também eleva os níveis de ansiedade e traz dúvidas sobre o melhor aproveitamento do tempo livre que antecede o início das provas.

Estratégias dos vestibulandos para a primeira prova Alunos do terceiro ano do ensino médio relatam diferentes formas de encarar os dias que antecedem o exame nacional. Enquanto alguns optam por focar em simulados, outros direcionam esforços para matérias específicas em que encontram maiores dificuldades.

Ricardo Hockensmith, aluno do terceiro ano do ensino médio da Rio International School, fará a prova pela primeira vez e concentrou sua rotina em testes práticos e possíveis temas de redação. “Acredito que fazer simulados e revisar os conteúdos em que temos mais dificuldade são ótimas estratégias para ganhar confiança e lidar melhor com a ansiedade. Também é importante respeitar o próprio ritmo e lembrar que a preparação é construída ao longo do tempo”, opina.

Por outro lado, a colega de classe Giovanna Tocci dedicou os últimos momentos às ciências exatas. A estudante deixou um recado para os demais concorrentes: “Eu diria para não se cobrarem demais. Essa é uma fase complicada, que exige muito estudo e determinação, mas, quanto mais nos cobramos, mais nervosos ficamos. Por isso, é importante confiar na preparação e tentar manter a calma”.

A importância da experiência anterior A vivência em anos anteriores também serve como diferencial para os candidatos que encaram o processo seletivo pela segunda vez. A experiência ajuda a compreender a dinâmica do exame oficial.

Mariana Yukari, aluna do terceiro ano do ensino médio do Colégio São Carlos, participou como treineira no ano passado. “Fiz o Enem pela primeira vez no ano passado. Foi uma oportunidade de conhecer melhor o formato da prova, entender como funciona a dinâmica do exame e vivenciar a experiência de fazer uma avaliação tão importante. Acredito que isso me ajudou a chegar a este ano com mais familiaridade e uma noção melhor do que esperar, tanto em relação à prova quanto às minhas próprias emoções”, afirma.

O papel do apoio emocional e pedagógico Educadores destacam que o momento exige tanto suporte acadêmico quanto inteligência emocional para lidar com a pressão e o nervosismo característicos da véspera.

Claudia Gomes, professora de português e literatura da Rio International School, aponta que os alunos estão “ansiosos e apreensivos, mas também determinados a alcançar bons resultados”. A docente concentrou seus esforços em “estratégias de redação, interpretação de textos e gestão do tempo”.

“Eu e meus colegas buscamos acolhê-los, esclarecendo dúvidas e incentivando a confiança em sua preparação. Neste momento, considero fundamental oferecer não apenas apoio pedagógico, mas também segurança emocional, lembrando aos alunos que eles construíram uma trajetória de aprendizagem e que não precisam dominar tudo perfeitamente para realizar uma boa prova”, completa.

Jones Brandão, gerente pedagógico do COC, reforça a necessidade de validar os sentimentos dos jovens. “O papel da escola e dos professores agora é validar esse sentimento: não adianta dizer ‘não fique nervoso’, e sim mostrar que sentir ansiedade faz parte do processo e que ela não anula o conhecimento que já foi construído. Aqui se fazem necessárias as habilidades emocionais para identificar, nomear e regular as emoções de forma a que não tragam danos”, pontua.

Recomendações finais para o desempenho ideal Especialistas concordam que o período que antecede o exame não deve ser utilizado para a absorção de conteúdos inéditos, mas sim para descanso e consolidação do aprendizado prévio.

O gerente pedagógico do COC aconselha a preservação do ritmo biológico e a redução do peso psicológico do evento. “Não é hora de aprender conteúdos novos do zero ou tentar absorver uma matéria complexa que, na véspera, só gera frustração”, destaca.

A professora Claudia Gomes reitera a importância de dosar os estudos com momentos de pausa antes da abertura dos portões do Enem 2026. “Recomendo que os alunos retomem os conteúdos mais importantes, resolvam questões anteriores e pratiquem a redação, sem tentar aprender tudo de última hora. Tão importante quanto estudar é descansar, dormir bem e confiar na preparação realizada”, finaliza.