Catarinense é a primeira mulher do Brasil na elite náutica europeia
Cerimônia de posse em Roma marcou a entrada da jornalista e empresária na prestigiada instituição internacional ligada à navegação

Uma empresária e jornalista de Santa Catarina entrou para a história ao conquistar um marco inédito para o setor náutico do país. Natural de Florianópolis, Michele Castilho Henrique, conhecida profissionalmente como Michele Ferrari, tornou-se a primeira mulher brasileira a integrar a Cofradía Europea de la Vela (CEV), uma renomada organização internacional que conecta autoridades, atletas, pesquisadores e especialistas de mais de 32 nações voltadas à cultura e aos esportes marítimos.
Cerimônia de posse na Itália A entrega oficial do título de dama da confraria ocorreu durante uma solenidade de grande prestígio realizada em Roma. Além de receber a honraria aguardada desde o convite feito em 2019, a catarinense teve o privilégio de realizar o pronunciamento oficial em nome de todos os novos membros empossados pela instituição espanhola fundada em 2001 na cidade de Sanxenxo.
Durante seu discurso na capital italiana, ela enfatizou a importância do oceano como um elo entre diferentes povos e defendeu que o ingresso na entidade serve como base para novas parcerias globais. “Hoje penso que cada um de nós pode ser uma ponte. Uma ponte entre pessoas, gerações, cidades e países. Viemos de lugares diferentes, mas o mar nos une e nos dá um propósito comum”, afirmou.
Atuação em sustentabilidade e turismo Com uma carreira sólida que une comunicação, direito e preservação ambiental, Michele atua como diretora de Turismo, Eventos e Sustentabilidade da ACATMAR (Associação Náutica Brasileira), além de comandar o Mundo Mar TV Show e atuar na direção executiva do Blue Nautical Hub Brasil. Seu histórico inclui mais de dez anos de dedicação a processos de certificação Bandeira Azul e a coordenação do projeto Limpeza dos Mares, que remove resíduos de ecossistemas aquáticos e atinge milhares de estudantes em Santa Catarina.
Educação ambiental e novos projetos Além do ativismo prático, a catarinense também investe na formação das novas gerações por meio da escrita de livros infantis focados na conscientização ecológica. Ao concluir sua fala perante a comunidade náutica internacional, ela reforçou a necessidade de união constante entre os associados. “Podemos dar vida a ela mantendo contato, apoiando as iniciativas da Confraria e compartilhando o que sabemos. Porque as pontes precisam de cuidado para continuar unindo suas margens”, declarou.
A chegada da brasileira a esse seleto grupo internacional não apenas coroa uma década de dedicação ao setor, mas também amplia expressivamente a representatividade feminina do país em importantes fóruns globais de valorização marítima.


