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Balneário Camboriú

Balneário Camboriú tem alta de 30% na busca por imóveis pós-eleições

Cidade litorânea catarinense mantém o segundo metro quadrado mais custoso do Brasil, segundo dados do índice FipeZap.

Com segundo metro quadrado mais caro do Brasil, Balneário Camboriú vê procura por imóveis disparar 30% após as eleições: ‘Movimento de proteção patrimonial’

A procura por imóveis em Balneário Camboriú, localizada no Litoral Norte catarinense, apresentou um salto expressivo de aproximadamente 30% logo após o encerramento das eleições presidenciais. Esse avanço foi detectado pela imobiliária BC Brokers por meio de um crescimento nas consultas e visitas de potenciais compradores, com foco especial em unidades avaliadas em até R$ 3 milhões.

Mercado valorizado em Santa Catarina

Esse aquecimento acontece em um cenário onde o município se consolida entre os endereços com o metro quadrado mais valioso do país. Dados do Índice FipeZap mostram que o preço médio residencial na cidade atingiu R$ 15.325. Com essa marca, a localidade assegura a segunda colocação no ranking nacional, ficando atrás apenas de Vitória, no Espírito Santo, onde o valor médio chega a R$ 15.938.

Apesar da retomada no interesse por novas aquisições, os valores anunciados na cidade de Balneário Camboriú sofreram um recuo sutil de 0,28% no mês de outubro. O movimento de baixa também foi observado na vizinha Itapema, que registrou variação negativa de 0,71% no mesmo período.

Fatores econômicos e proteção de capital

Para Bruno Cassola, CEO da BC Brokers e atuante no setor há quase 20 anos, a expansão nas consultas reflete a busca dos investidores por alternativas de segurança financeira.

“A queda das ações, a alta do dólar e o aumento dos custos de terrenos, materiais, mão de obra e impostos ampliam a preocupação com a inflação e novos reajustes nos preços dos imóveis. Investidores mais experientes já começam a identificar oportunidades de compra para preservar o poder aquisitivo e buscar ganhos reais no médio e longo prazo. É um movimento de proteção patrimonial que ajuda a explicar o aumento da procura após as eleições, especialmente de imóveis até R$ 3 milhões, mas também por apartamentos com ticket mais alto, de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões”, pontua o especialista.

Enquanto Balneário Camboriú e Itapema registraram retração nos preços em outubro, outras cidades catarinenses seguiram na contramão. Itajaí obteve uma valorização de 0,43%, enquanto Florianópolis avançou 0,61%. No panorama nacional, monitorado através de 56 municípios, o preço médio residencial subiu 0,48% em outubro, acumulando alta de 5,44% em 12 meses — índice superior à inflação oficial de 4,82% no mesmo intervalo.

Perspectivas e novas tendências para 2027

Para os próximos meses, a perspectiva do mercado aponta que uma eventual queda na taxa Selic, somada à pressão inflacionária nos custos da construção civil, pode impulsionar novos aportes financeiros no segmento imobiliário regional.

Além disso, o segmento de apartamentos compactos desponta como um dos principais alvos de atenção. De acordo com o levantamento, as unidades de menor metragem acumularam uma valorização expressiva de 7,29% ao longo de 12 meses, superando o patamar médio registrado em âmbito nacional.