10/10/2026

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Invasão a creche em Curitiba gera pânico e desespero em pais

O resgate e o reencontro das crianças após a invasão ao CMEI (Centro Municipal de Educação Infantil) São Braz, localizado em Curitiba, no Paraná, foram marcados por forte emoção e alívio para dezenas de familiares que cercaram a região à espera de notícias.

O início do pânico na creche

Gabi, mãe do pequeno Mateu, relatou à TV RIC que soube do crime por meio do marido, que estava nas proximidades e percebeu a intensa movimentação de viaturas policiais e de um helicóptero. Pouco depois, alertas começaram a circular em um aplicativo de mensagens da instituição de ensino. “Meu marido estava trabalhando aqui perto e falou que viu várias viaturas, helicóptero. Daí começou uma movimentação no grupo da creche falando que era do CMEI, e daí eu já saí correndo”, relatou.

Ao chegar nos arredores da unidade de ensino infantil, a mulher descobriu que a crise ocorria justamente na sala onde seu filho estudava, com a suspeita de que os alunos estivessem na mira do invasor como reféns.

Momentos de tensão do lado de fora

A espera por informações oficiais transformou a área externa da escola em um cenário de angústia. Parentes relataram mal-estar generalizado devido ao nervosismo, situação que piorou drasticamente após o som de estampidos vindos do interior do prédio. “Desesperador. Foi desesperador, todo mundo começou a passar mal, desmaiar, eu passei mal”, disse.

De acordo com o depoimento da mãe, um agente de segurança havia tentado tranquilizar o grupo de parentes que aguardava apreensivo na calçada. Contudo, os barulhos ouvidos na sequência elevaram o pânico generalizado entre os presentes.

O resgate e o impacto psicológico

Após o desfecho da ocorrência policial, o garoto Mateu deixou o local sob os cuidados da avó, visivelmente abalado e chorando. A mãe explicou que, no primeiro momento após o susto, a criança relatou ter sentido pavor dos ruídos, acreditando se tratar de fogos de artifício.

Os responsáveis optaram por preservar a criança de maiores explicações imediatas sobre a gravidade do caso, priorizando o acolhimento psicológico pós-crise. “Ah, muito cedo, né? A gente acabou de ficar com ele”, afirmou Gabi ao comentar que ainda não havia conseguido conversar com o filho sobre a situação. O desfecho bem-sucedido da operação policial encerrou horas de angústia, devolvendo a segurança às famílias afetadas pelo crime na capital paranaense.