Catarinense brilha no paraguai e fatura prata no mundial de patinação
A patinadora Nicoly Machado conquistou a medalha de prata na modalidade Street do Campeonato Mundial de Patins, evento integrante do World Skate Games 2026. A competição foi sediada em Assunção, no Paraguai, consolidando-se como o maior torneio multidesportivo do planeta focado exclusivamente em modalidades sobre rodas.
Superação de lesão grave
O pódio internacional coroa um momento de intensa superação para a jovem de 19 anos, natural de Florianópolis. Em maio deste ano, durante uma etapa na França, Nicoly sofreu uma fratura na fíbula e rompeu o ligamento deltoide ao tentar uma manobra. O incidente exigiu intervenção cirúrgica, sessões rigorosas de fisioterapia e um período longe dos treinos de alto rendimento. Embora o acidente a tenha deixado de fora da seletiva nacional, a vaga no mundial foi assegurada graças à sua sólida pontuação no ranking global.
Nas redes sociais, a atleta celebrou a recuperação física e a oportunidade de competir sem limitações. “Estar podendo patinar sem dor é muito gratificante”, comemorou.
Momento em família e essência na pista
Outro ponto alto da viagem ao país vizinho foi o apoio direto da família. “Raramente o meu pai pode estar comigo nas minhas viagens, porém para o Paraguai fiz questão que ele estivesse ao meu lado. Ele foi a pessoa mais incentivadora e importante para o meu início no esporte e agora saber que ele esteve presente nesse título mundial foi único”, relatou.
Mais do que o resultado numérico, a catarinense destacou que o contentamento veio de conseguir imprimir seu estilo próprio durante as apresentações. “A medalha é boa, porém fazer uma volta que é da minha essência é muito melhor. Meu maior objetivo na competição era transmitir da melhor forma o meu jeito de patinar e sinto que consegui fazer super bem”, afirmou.
Trajetória de pioneirismo nos patins
O envolvimento de Nicoly com a modalidade começou aos 11 anos, quando foi recomendada por médicos para ajudar a controlar a ansiedade. O que iniciou como terapia virou carreira. Aos 13, ela fez história ao se tornar a primeira e única mulher a encarar o Corrimão do Super Rival, em São José dos Campos (SP), considerado um dos obstáculos mais difíceis do patins street.
Com um histórico de destaque, a atleta já havia escrito seu nome na história ao faturar o título mundial na categoria Bowl no World Skate Games de Roma, em 2024. Com o recente vice-campeonato na América do Sul, ela reforça ainda mais sua posição de destaque internacional na patinação.



