16/10/2026

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Damares diz que fim da escala 6 por 1 é vitória do Congresso e não de Lula

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) utilizou a tribuna do Senado Federal para reivindicar o protagonismo na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala 6 por 1. Durante a votação em primeiro turno realizada na quarta-feira (14), a parlamentar rebateu o governo federal e afirmou que a medida não pode ser apropriada pelo Palácio do Planalto a poucos dias do segundo turno.

Disputa política pela paternidade da PEC

Em um pronunciamento enérgico, a senadora argumentou que a vitória pertence inteiramente aos parlamentares e alertou o país sobre a autoria da medida. “Atenção, Brasil: quem está entregando isso para o Brasil é o Congresso Nacional. Não é uma entrega do presidente da República”, disse ela, referindo-se a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O tema tornou-se uma das principais apostas governistas para tentar alterar o cenário na disputa eleitoral contra Flávio Bolsonaro (PL).

Damares reforçou que a articulação ocorreu exclusivamente no âmbito legislativo, elogiando o perfil do Parlamento atual e destacando que os parlamentares são os únicos responsáveis pela deliberação. “Não tem nenhum membro do Executivo apertando o botão aqui para votar. Quem vota somos nós”, afirmou, ao classificar o Congresso atual como “maduro, qualificado e inteligente”.

Mensagem aos trabalhadores e ao setor produtivo

Diante da repercussão econômica da proposta, a parlamentar buscou tranquilizar tanto a mão de obra quanto o empresariado nacional. Segundo seu relato, diversos cidadãos têm entrado em contato com o gabinete demonstrando apoio ao fim da jornada de seis dias, mas com receio de demissões em massa. “Não tenham medo. Nós vamos encontrar a medida certa para que nenhum empreendedor seja prejudicado e nenhum trabalhador perca o emprego”, declarou.

A legisladora também mencionou os entregadores de aplicativos e assegurou que a futura composição parlamentar, que projeta com maioria conservadora, atuará para proteger a classe trabalhadora.

Críticas à esquerda e menção à promessa de campanha

A senadora aproveitou o espaço para responder a parlamentares da base governista que acusaram a oposição de oportunismo político. Ao rebater as críticas sobre uma suposta mudança de postura da direita, ela resgatou promessas feitas durante a campanha presidencial de 2022. “Não foram os conservadores que prometeram picanha e não entregaram. O que nós falamos, nós cumprimos. E a entrega de hoje tem assinatura também dos conservadores”, disparou. Por fim, a representante do Distrito Federal projetou um triunfo do espectcro conservador nas urnas, tanto na composição do parlamento quanto no pleito para a Presidência da República.