Mansão abandonada em Joinville esconde lendas e passado misterioso
Imóvel gigantesco na zona Sul da cidade catarinense desperta curiosidade há décadas com histórias de serpentes e gravações de novela

Uma enorme mansão abandonada em Joinville, no Norte de Santa Catarina, tornou-se alvo de curiosidade e mistério ao longo dos anos. Conhecida popularmente como a “mansão das cobras”, a propriedade está situada na rua Santa Catarina, no bairro Profipo, e impressiona pela grandiosidade e pelo avançado estado de deterioração.
Erguida na década de 1980, a propriedade rural e residencial hoje exibe construções tomadas pelo mato e pela vegetação densa que encobre parte da fachada. Imagens recentes capturadas por drones revelaram a escala impressionante do complexo, que inclui uma casa principal de dois andares, piscina, porão e quatro edificações distintas em meio a uma ampla área verde.
A lenda urbana do criadouro de serpentes A principal narrativa que envolve o local aponta que o imóvel teria funcionado como um criadouro clandestino de serpentes venenosas. A lenda urbana diz que a família moradora criava os animais para extração de peçonha voltada a pesquisas científicas do Instituto Butantan, embora nunca tenha havido confirmação oficial sobre essa atividade.
Nos registros deixados por moradores e curiosos nas redes sociais, surgem memórias sobre a estrutura do terreno. “Havia um tanque profundo no jardim em frente a casa principal. Era ali que diziam que criavam as cobras. Em 1987 quando acampamos la como escoteiros, o tanque estava vazio”, relatou um internauta. Outro seguidor complementou: “Eu e meu amigo fomos aí. No porão está cheio de pele de cobra”.
Passado televisivo e suposto cenário de novela Além do mito envolvendo animais peçonhentos, o casarão também carrega a fama de ter servido de locação para produções da televisão brasileira na década de 1990. Um antigo morador da região afirmou que o espaço foi utilizado para filmagens de cenas da novela A História de Ana Raio e Zé Trovão, exibida pela extinta Rede Manchete.
“Eu mori ali perto na rua Santa Catarina e no ano de 1991 ou 1992 não me lembro bem mas nessa mansão foi feito gravações de algumas cenas da novela a História de Ana Raio e Zé trovão, passávamos na rua e sempre vai os artistas lá por perto”, escreveu a testemunha. O folhetim realmente teve trechos gravados em solo joinvilense, o que alimenta ainda mais as especulações em torno do endereço.
A identidade dos antigos donos e o abandono Sobre quem eram os proprietários originais, relatos locais apontam que o terreno pertencia a uma família originária de São Paulo, apelidada na região como a “família dos Paulista”. “Eu me criei nessa região, esta área de terra é grande e pertenceu a uma família de São Paulo, se perguntar onde fica a casas dos Paulista vão dizer que é essas casas ai, eu nunca soube que eles criavam cobras ali, inclusive tinha amizades com os filhos desse pessoal”, lembrou um antigo vizinho.
Atualmente, sem registros oficiais sobre o tempo exato de desocupação ou planos futuros para a área, o complexo permanece como um marco enigmático na paisagem urbana de Joinville. Entre ruínas, pichações e histórias que passam de geração em geração, a mansão continua a atrair a atenção de quem transita pela zona Sul do município.


