Ações da Vivara desabam na bolsa após queda no lucro do 3º trimestre
Papéis da rede de joalherias lideram perdas do Ibovespa nesta sexta-feira com recuo expressivo no balanço trimestral

As ações do grupo Vivara registraram uma forte desvalorização durante o pregão desta sexta-feira (6), logo após a divulgação dos resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre da companhia.
Impacto no Ibovespa Pela manhã, os papéis da rede de joalherias despencavam 8,25%, cotados a R$16,68, retornando aos patamares registrados em março de 2025. Com esse desempenho negativo, o ativo tornou-se o pior destaque do Ibovespa no período, enquanto o índice principal operava em alta de 0,3%.
Balanço financeiro e lucro Na véspera da divulgação, a empresa informou um lucro líquido de R$114,8 milhões nos três meses encerrados, o que representa uma retração de 38,7% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.
O Ebitda ajustado atingiu R$12,7 milhões, marcando um recuo de 22,4% no comparativo anual, já descontando os créditos obtidos no exercício passado. Em contrapartida, a receita operacional líquida avançou 4,3%, alcançando R$692,9 milhões. As vendas em mesmas lojas cresceram 4,4%, embora tenham apresentado forte desaceleração frente ao ritmo de 10,7% verificado um ano antes. Já a margem bruta reportada fechou em 65,0%, abaixo dos 71,3% do terceiro trimestre de 2025, penalizada pelos lançamentos recentes e por uma base de comparação mais exigente.
Avaliação do mercado financeiro Especialistas da XP apontaram que a companhia apresentou resultados fracos. Segundo a instituição, o Ebitda sofreu pressões devido ao repasse moderado de preços, agravado pela desvalorização do ouro, fator que afetou diretamente o faturamento da divisão de joias.
“Embora a empresa considere a pressão sobre as margens como temporária, acreditamos que a dinâmica de preços e margens no quarto trimestre será o ponto-chave a ser monitorado, com a administração observando que implementou aumentos de preços nos últimos meses e que pratica uma política de preços dinâmica”, destacaram Pedro Caravina e equipe.
Por sua vez, analistas do Itaú BBA classificaram a desaceleração nas vendas das mesmas lojas como o principal fator negativo, sugerindo que a marca perdeu competitividade ao longo do trimestre.
“Olhando para o futuro, estamos preocupados com o desempenho da Life e da Vivara em um cenário de consumo potencialmente mais conservador em 2027, e nos perguntamos se a desvalorização do real poderia tornar a Vivara um pouco mais competitiva”, afirmaram.
O desempenho operacional do grupo segue agora sob atento monitoramento do mercado financeiro para os próximos meses.


