EUA criam mais vagas que o esperado e desemprego recua para 4,1%
Resultado reforça a resiliência do mercado de trabalho norte-americano e dá espaço para o Federal Reserve focar no combate à inflação.

A economia norte-americana surpreendeu positivamente ao gerar 165 mil postos de trabalho no mês passado, um avanço expressivo frente aos 60 mil postos registrados em setembro. Com isso, o indicador de desemprego recuou para 4,1%, conforme dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho do Ministério do Trabalho dos Estados Unidos.
Previsões de mercado superadas
O desempenho superou com folga as projeções de especialistas ouvidos pela agência Reuters, que apostavam na abertura de 65 mil vagas, enquanto as estimativas individuais oscilavam entre 35 mil e 125 mil oportunidades. Especialistas apontam que a economia local precisa criar pelo menos 40 mil empregos mensais para absorver o crescimento da população em idade ativa, patamar que sofreu redução ante os cerca de 150 mil esperados anteriormente devido à retração da força de trabalho.
Impacto na política monetária e inflação
O cenário de demissões historicamente baixas e a recente alta de vagas em aberto renovam o debate sobre o ritmo de contratações no país. Contudo, analistas e dirigentes do banco central norte-americano avaliam que o setor de trabalho atual não gera pressões inflacionárias preocupantes, permitindo maior margem para o Federal Reserve monitorar os efeitos da inflação ligada ao conflito no Oriente Médio.
Paralelamente, o Produto Interno Bruto avançou a uma taxa anualizada de 3,4% no terceiro trimestre, impulsionado pelo consumo das famílias e por investimentos corporativos robustos em inteligência artificial. Na semana anterior, o Fed manteve a taxa básica de juros entre 3,75% e 4,00%, com expectativas de nova alta em dezembro, enquanto o próximo relatório de inflação ao consumidor, previsto para a próxima terça-feira, deve orientar os próximos passos da política econômica.


