Enem 2026: cinco erros comuns na véspera que derrubam sua nota
Descubra quais hábitos silenciosos podem sabotar seu foco e seu rendimento durante o exame nacional.

Com a chegada do primeiro dia de avaliações do Exame Nacional de Ensino Médio marcado para o próximo domingo (8), a preparação costuma focar quase que exclusivamente nos livros e apostilas. No entanto, descuidos ligados ao descanso e aos hábitos alimentares na reta final podem colocar a perder todo o esforço acumulado ao longo do ano.
O perigo de negligenciar o descanso
Dormir pouco para tentar absorver mais conteúdo nas horas que antecedem o exame é uma armadilha comum. Essa prática reduz a capacidade de raciocínio e impede que o cérebro processe o que foi estudado.
“Virar a noite estudando pode comprometer a capacidade de concentração e o aproveitamento do que foi aprendido. Na reta final do Enem, não basta aumentar o tempo dedicado aos livros: é preciso preservar as condições para que o cérebro consiga utilizar esse conhecimento. O aprendizado depende de um processo contínuo, construído ao longo do ano, e o sono é um dos pilares fundamentais para isso”, afirma Jéssica Africano, especialista em neurociência do sono infantil e juvenil.
A recomendação para jovens com até 18 anos é de oito a dez horas de sono por noite. Manter horários consistentes ajuda a regular o organismo e evita o esgotamento mental.
Cuidados com a alimentação e os exageros
A ansiedade típica desse período costuma refletir no estômago e no intestino, tornando crucial evitar cardápios desconhecidos ou dietas restritivas de última hora.
“A reta final não é o momento de fazer mudanças radicais na alimentação ou testar estratégias que o estudante nunca utilizou”, orienta o nutricionista Thyago Nishido, que frisa a importância de ter refeições regulares e cuidar bem da hidratação.
O profissional também reforça a necessidade de manter a cautela com o consumo de cafeína, já que o excesso de café intensifica a ansiedade e prejudica a qualidade do sono na véspera.
Evite surpresas gastrointestinais
Modificações bruscas no cardápio podem causar desconfortos inesperados justamente durante as horas de avaliação, prejudicando a concentração.
“O ideal é recorrer ao que o estudante já está habituado para evitar surpresas gastrointestinais”, orienta Nishino.
Além disso, o especialista desmistifica a ideia de que alimentos específicos funcionam como milagre para a inteligência.
O mito dos alimentos milagrosos
A crença de que doces atuam como combustíveis instantâneos para o cérebro não tem comprovação definitiva, embora o consumo equilibrado possa trazer conforto emocional.
“No Enem, a melhor estratégia é dar ao corpo o básico bem-feito: energia limpa, nutrientes e descanso. O chocolate pode entrar na equação para trazer conforto físico e mental, desde que com equilíbrio, mas ele sozinho não substitui meses de estudo e uma boa noite de sono”, conclui o nutricionista.
Planejar os lanches e a água com antecedência, respeitando as normas do edital, garante que o candidato passe pelas horas de prova com mais tranquilidade e sem contratempos físicos.


