Caso catarina kasten: réu vai a júri popular em dezembro
Defesa e acusação se enfrentarão em tribunal no final de 2026 por crimes que incluem feminicídio e estuprador.

O julgamento de Giovane Correa Mayer, de 21 anos, acusado pelo assassinato da estudante de pós-graduação Catarina Kasten, foi marcado para o dia 3 de dezembro de 2026 na Comarca da Capital. O réu responderá perante o Tribunal do Júri pelas acusações de feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver.
Detalhes das acusações contra o réu
As qualificadoras do feminicídio incluem o menosprezo à condição de mulher, o uso de asfixia e a adoção de recurso que dificultou a defesa da vítima. Como o processo envolve crimes de natureza sexual, ele tramita sob sigilo de Justiça. Atualmente, o réu segue detido preventivamente, conforme solicitação apresentada pelo Ministério Público.
A vítima, que tinha 31 anos, trabalhava como professora de inglês e cursava pós-graduação na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), foi morta no dia 21 de novembro de 2025. O desaparecimento foi comunicado pelo companheiro dela após a vítima sair para uma aula de natação, resultando nas buscas que localizaram o corpo com sinais de estrangulamento na região da Praia do Matadeiro, em Florianópolis.
Investigação e prisão em flagrante
A rápida elucidação do crime ocorreu graças a registros de câmeras de segurança que flagraram a movimentação do suspeito na trilha momentos antes da agressão. Os policiais localizaram o homem em sua casa, onde ele confessou o ato espontaneamente, sendo detido em flagrante com as roupas utilizadas na ocasião.
Em 1º de dezembro de 2025, o suspeito foi formalmente denunciado e, em 8 de maio de 2026, a Justiça determinou sua pronúncia, entendendo haver provas suficientes para submetê-lo ao júri popular.
Como funciona o Tribunal do Júri
Durante a sessão plenária, tanto a acusação quanto a defesa expõem suas teses, interrogam testemunhas e questionam o réu. Ao término dos debates, os jurados votam secretamente para definir a condenação ou absolvição.
O magistrado atua na condução dos trabalhos e na aplicação da pena estipulada pelo Conselho de Sentença, sem interferir diretamente no veredito. Para a realização da sessão, a presença mínima é de 15 jurados, dos quais sete são sorteados para compor o conselho definitivo.


