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Santa Catarina

Produtor de SC eleva leite em 30% após migrar para confinamento

Estratégia adotada em Chapecó exigiu planejamento rigoroso e foco em genética para atingir média de 37 litros por animal ao dia.

Produtor aumenta produção de leite em 30% após mudar sistema de criação das vacas em SC

Uma propriedade familiar localizada em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, transformou seus resultados operacionais ao implementar o sistema de confinamento para o rebanho leiteiro. A mudança, consolidada há quatro anos, resultou em um crescimento de aproximadamente 30% na produção, consolidando um modelo de gestão que equilibra tecnologia, manejo rigoroso e controle de custos.

A transição para o confinamento

A atividade leiteira é uma tradição de longa data na família Marafon, que atua no setor há cerca de 35 anos. A decisão de migrar para o confinamento foi motivada pela necessidade de elevar os índices produtivos sem abrir mão da qualidade do produto final. Atualmente, a estrutura sustenta 72 vacas em lactação, atingindo uma média diária de 37 litros por animal, o que projeta um volume mensal próximo a 80 mil litros.

Fatores de sucesso: genética e nutrição

Para o produtor Julian Pedro Marafon, o sucesso do confinamento está intrinsecamente ligado à qualidade da dieta oferecida aos animais. Antes mesmo de ampliar a estrutura, a família assegurou o fornecimento de alimentos de qualidade, um passo essencial para que o incremento na produção fosse sustentável. Paralelamente, houve um investimento estratégico no melhoramento genético do rebanho, buscando animais com maior potencial produtivo.

Desafios e gestão de custos

Apesar do salto na produtividade, o produtor ressalta que o sistema exige eficiência constante para não comprometer a saúde financeira do negócio. A dificuldade em encontrar mão de obra especializada e a volatilidade dos custos de manutenção são pontos de atenção diária. O objetivo é expandir com cautela, evitando riscos que coloquem em xeque a estabilidade da fazenda.

“Precisa ter uma eficiência para a gente conseguir controlar tudo”, afirma Julian.

Incertezas do mercado e clima

O cenário atual impõe desafios adicionais ao produtor. O modelo de remuneração, que envolve um intervalo de até 45 dias entre a produção e o recebimento, gera insegurança no fluxo de caixa. Além disso, a dependência de safras de milho e pastagens torna a operação vulnerável a variações climáticas, como a influência do El Niño, que pode encarecer a alimentação do rebanho.

O produtor também aponta que medidas governamentais, como aquelas voltadas à importação de lácteos, não têm surtido o efeito esperado na ponta, mantendo o setor em estado de alerta. Essa conjuntura faz com que muitos produtores, incluindo a família Marafon, adotem uma postura de cautela, priorizando o planejamento financeiro antes de qualquer nova expansão estrutural.