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Mundo

A história secreta por trás dos símbolos de democratas e republicanos

Saiba como o burro e o elefante se tornaram as marcas registradas da política nos Estados Unidos.

De onde vêm os símbolos e cores dos partidos dos EUA?

A política dos Estados Unidos é marcada mundialmente por dois animais muito específicos: o burro azul dos democratas e o elefante vermelho dos republicanos. No entanto, a trajetória que transformou essas figuras em ícones oficiais da disputa partidária norte-americana envolveu sátiras políticas, charges históricas e muita ironia que acabou sendo adotada de vez pelas próprias legendas.

A origem do burro democrata

O primeiro símbolo a surgir na arena política foi o burro, associado ao Partido Democrata durante a campanha presidencial de 1828. Naquela época, o candidato democrata Andrew Jackson foi ridicularizado por seus adversários políticos, que o chamavam pejorativamente de “burro” devido ao seu estilo populista e ao lema de campanha “deixe o povo governar”.

Em vez de rejeitar o insulto, Jackson decidiu abraçar o rótulo por considerá-lo um animal inteligente e trabalhador. O bicho ganhou fama nacional definitiva em 1870, por meio de uma famosa charge publicada no jornal Harper’s Weekly pelo cartunista Thomas Nast, que costumava satirizar os rumos do país.

Como o elefante virou a marca republicana

Anos mais tarde, o mesmo chargista Thomas Nast foi o principal responsável por criar a identidade visual do Partido Republicano. Em uma ilustração publicada em 1874 na mesma revista, o artista desenhou um elefante gigante e assustado para representar o eleitorado republicano em meio a uma crise política sobre um possível terceiro mandato do presidente Ulysses S. Grant.

A imagem trazia a frase “um elefante solto na floresta”, simbolizando a força descomunal, mas também a cautela e o peso da legenda conservadora. Com o passar das décadas, os republicanos gostaram da representação de solidez e adotaram o paquiderme como o mascote oficial da sigla.

Curiosamente, a associação atual entre as cores azul e vermelho — onde os democratas são representados pelo azul e os republicanos pelo vermelho — é um fenômeno bem mais recente na história americana. Essa divisão visual só se padronizou de vez na cobertura da imprensa durante a eleição presidencial do ano 2000, facilitando a transmissão televisiva dos mapas de votação para todo o país.