Prefeitura detalha o que fazer em Florianópolis para reter queda de 48,9% de turistas paulistas

O que fazer em Florianópolis foi respondido noite de quarta-feira (4) pelo prefeito Topázio Neto, que liderou uma comitiva no evento Floripa o Ano Inteiro, promovido com o Destino Floripa & Região para jornalistas e operadores de turismo paulistas. O ND Mais foi o único veículo de comunicação de Santa Catarina presente na cobertura do jantar em São Paulo.
O Aeroporto de Florianópolis projeta 2,3 milhões de passageiros entre dezembro deste ano e março de 2027, e a prefeitura foi a São Paulo buscar parte dessa demanda.
A ofensiva tem motivo. Segundo o Núcleo de Inteligência Estratégica da Fecomércio, os paulistas representaram em média 5,35% dos visitantes do Estado nas temporadas de 2025 e 2026, metade dos 10,46% registrados entre 2020 e 2024. O discurso do prefeito foi direto: “Então, eu tô aqui hoje pra vender a cidade”.
Entre no grupo
A comitiva também apostou na segurança. Topázio apresentou Florianópolis como a capital mais segura do país, no Estado mais seguro, e relatou ter conhecido no verão passado um grupo de chilenos que escolheu a cidade depois de perguntar a inteligência artificial qual era a capital mais segura do Brasil
Dados da Embratur citados pela organização colocam Florianópolis como o terceiro destino brasileiro que mais recebe estrangeiros, atrás de São Paulo e Rio de Janeiro.
O cenário foi o Balaio IMS, restaurante do chef Rodrigo Oliveira, do Mocotó, instalado no Instituto Moreira Salles, na Avenida Paulista. A casa exibe placas do Guia Michelin de 2019, 2020, 2024 e 2025 e tem o selo Bib Gourmand, que reconhece a boa relação entre qualidade e preço.
O cardápio da noite teve costelinha de porco defumada com barbecue de goiabada, peixe do dia com pirão de frutos do mar, lasanha de barreado e, de sobremesa, frutas amarelas com creme de pequi e sorbet de uvaia.
Uma fala de Topázio Neto após a apresentação do cardápio representou a maioria dos que estavam sentados. “E tem ostras?”. Infelizmente não, apesar de que 9 em cada 10 ostras vendidas no Brasil serem de Santa Catarina, a protagonista ficou pra ser celebrada numa próxima.
O que fazer em Florianópolis além das praias
O argumento central foi reduzir a dependência do verão. Topázio citou o título de Cidade Criativa da Gastronomia da Unesco, a criação do Caminhos da Ilha de Santa Catarina, percurso de 95,2 quilômetros do norte ao sul da ilha pensado para o outono, e a nova concessão do centro de eventos CentroSul, leiloada na B3 no mês passado.
O novo operador assume em janeiro e deverá ampliar a área em 25%. O espaço recebeu 120 eventos no ano passado e mais de 80 neste ano. “Se você quiser uma data pro ano que vem, em qualquer final de semana, muito provavelmente você não vai encontrar data no nosso CentroSul”, exibiu o prefeito.
A porta de entrada é o aeroporto. Segundo Topázio, o terminal movimentou 5,3 milhões de passageiros nos últimos 12 meses, ante 3,9 milhões em 2019, antes da pandemia.
Novas rotas do Aeroporto de Florianópolis
Em entrevista exclusiva ao ND Mais, o CEO do Floripa Airport, Ricardo Gesse, projetou que o terminal feche o ano com movimento entre 5,5% e 6% acima do registrado no ano anterior. Para o verão, ele prevê “uma expectativa de 2,3 milhões passageiros na alta temporada.”
Florianópolis é hoje o terceiro aeroporto do país em passageiros internacionais, atrás de Guarulhos e Galeão. A temporada traz de volta voos para Córdoba, Rosário, Assunção, Montevidéu e Recife.
Para novas rotas, o executivo diz negociar com as companhias aéreas: “A gente acha que existe uma possibilidade de voos para o Nordeste, voos regulares”. E também vê demanda para o Centro-Oeste.
Para o executivo, o crescimento depende de renda, preço da passagem e promoção do destino. “Então, quanto mais nós, como trade turístico, conseguirmos nos organizar e investir na promoção, mais turistas a gente vai ter, maior vai ser a nossa quantidade de passageiros e a renda gerada através disso”.


