Morre aos 82 anos Eliana Rocha, atriz inesquecível de ‘Pé na Cova’
Artista acumulou passagens marcantes pela televisão, fundou companhia de teatro nos anos 1970 e também se aventurou na literatura

A teledramaturgia brasileira perdeu um de seus talentos nesta terça-feira (3) com o falecimento da atriz Eliana Rocha, aos 82 anos. Conhecida nacionalmente por dar vida à marcante personagem Luz Divina na série “Pé na Cova”, da TV Globo, a artista teve a morte anunciada publicamente pelo ator e diretor Miguel Falabella.
Homenagem emocionante de Miguel Falabella O anúncio do óbito foi feito por meio das redes sociais de Falabella, que trabalhou diretamente com a veterana em produções de grande sucesso. Na publicação, o colega fez questão de exaltar o profissionalismo e a generosidade da artista ao longo de décadas dedicadas à arte.
“Foi-se Eliana Rocha. Apagou-se nossa Luz Divina, uma atriz cheia de recursos, uma colega generosa e consciente. Descanse em paz, guerreira! Obrigado por tantos momentos inesquecíveis!”, escreveu o diretor. Até o momento, a causa do falecimento e os detalhes referentes ao velório não foram divulgados pelas autoridades ou familiares.
Origens e o pioneirismo no teatro Natural de Santos, no litoral paulista, Eliana acumulou uma sólida bagagem intelectual e artística antes de alcançar a grande mídia, tendo se graduado tanto em Direito quanto em Teatro. Sua marca na cultura nacional começou a se desenhar fortemente em 1974, quando integrou o grupo de fundadores da Royal Bexiga’s Company.
A companhia nasceu da união de recém-formados da Escola de Arte Dramática da USP, incluindo nomes de peso como Jandira Martini e Ney Latorraca. O projeto integrou o vibrante movimento de contracultura da época, com o propósito principal de abrir portas e dar visibilidade aos jovens talentos da cena artística brasileira.
Consagração na televisão e incursão na literatura A estreia oficial da atriz nas telinhas aconteceu em 1990, integrando o elenco da novela “Meu Bem, Meu Mal”. Ao longo dos anos, ela transitou por diferentes emissoras, participando de tramas como “Razão de Viver” e “Marisol”, no SBT, além de “Negócio da China”, na Globo. Seu último trabalho de destaque no audiovisual ocorreu em 2019, na série “Eu, a Vó e a Boi”, do Globoplay.
Paralelamente à TV, Eliana atuou em mais de 20 montagens teatrais entre as décadas de 1960 e 2016. Na literatura, assinou uma biografia do dramaturgo Marcos Caruso e publicou a obra ‘Memórias de um tempo não vivido’, um livro com traços de romance autobiográfico sobre a trajetória de sua própria família.
Repercussão e despedida de colegas A partida da atriz gerou comoção imediata entre diversas personalidades da cultura, que utilizaram as redes sociais para prestar suas últimas homenagens. O ator Diogo Vilela manifestou seu pesar ao afirmar: “Poxa, uma amiga e atriz maravilhosa. Tô muito triste”.
A atriz Fabiana Karla também expressou seus sentimentos desejando que “Deus a receba em bom lugar”, enquanto Maria Padilha prestou uma homenagem sucinta, definindo a colega como “Maravilhosa”.



