Tereza Cristina mantém candidatura no Senado e dialoga com Marinho
Ex-ministra e colega de oposição disputam espaço de consenso contra Davi Alcolumbre para a presidência da Casa

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) confirmou nesta terça-feira (3) que segue na disputa pela presidência do Senado. Ela não vai abrir mão do nome por enquanto, mesmo com o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, também na corrida pelo mesmo espaço. Abordada enquanto caminhava pelos corredores do Senado, Tereza respondeu de forma direta. Confirmou que o nome está mantido e negou que pretenda desistir agora. A senadora pediu calma, porque ainda faltam quase 90 dias para a eleição, e afirmou que segue conversando com Marinho.
Preferência interna no bolsonarismo
Nos bastidores, a candidatura de Tereza ganhou um apoio que pesa dentro do bolsonarismo. Nomes fortes da direita preferem a senadora sul-mato-grossense a Marinho na disputa pelo comando da Casa. A preferência expõe uma disputa interna na direita. Marinho é o principal nome do PL e coordenou a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência. Tereza, ex-ministra da Agricultura de Bolsonaro, vem se apresentando como alternativa capaz de atrair votos além do bolsonarismo.
Estratégia do PL sobre o voto aberto
Diante do risco de traições, o PL defende que a votação para a presidência do Senado seja aberta. Pelo regimento, a escolha é feita por voto secreto. A intenção do partido é identificar quais integrantes da própria bancada podem votar contra o seu líder. A pressão por voto aberto funciona como recado direto aos senadores da legenda. Com o voto identificado, quem apoiar Tereza em vez de Marinho fica exposto dentro do partido.
Cenário para a disputa contra Alcolumbre
Tereza e Marinho disputam a vaga de candidato da oposição contra o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que tenta a reeleição. Os dois já afirmaram publicamente que a direita não deve dividir forças e que vão avaliar quem reúne mais condições de vencer. A eleição para a presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027, no início da nova legislatura.



