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Santa Catarina

Médica de Florianópolis é convidada para operar ao vivo na Bielorrússia

Trajetória da profissional inclui início no Samu, superação de ceticismo no mercado e destaque internacional.

Médica deixou Samu para virar cirurgiã plástica, ouviu que não conseguiria clientes e 14 anos depois é convidada para operar ao vivo na Bielorrússia

A cirurgiã plástica Ingrid Lückmann, natural de Florianópolis, recebeu um convite de destaque internacional para realizar uma cirurgia ao vivo durante o congresso internacional Face to Face, realizado em Minsk, na Bielorrússia. O evento reúne médicos renomados de várias regiões do Leste Europeu.

Reconhecimento internacional e cirurgia ao vivo

Essa é a primeira vez que a médica realiza uma demonstração cirúrgica ao vivo fora do Brasil, consolidando uma trajetória marcada por palestras em congressos nacionais. O grande desafio na Bielorrússia será a execução de um facelift completo, transmitido em tempo real do centro cirúrgico para o auditório do evento. Além da operação, Ingrid ministrará três palestras sobre sua técnica de rejuvenescimento facial. Sua equipe cirúrgica viajará junto para garantir o mesmo padrão de organização e segurança da rotina de atendimento.

Da medicina de emergência à cirurgia plástica

Formada pela UFSC em 2006, a profissional iniciou sua carreira em plantões logo após a formatura. “Ao longo da graduação, percebi que não queria ficar somente no consultório, já que sempre me interessei pelo centro cirúrgico e gostava muito dos procedimentos”, afirma. A guinada profissional ocorreu quando ela própria se tornou paciente. “Vivendo como paciente a experiência de melhorar a autoestima por meio de uma intervenção, me vi apaixonada pela cirurgia plástica”.

Para financiar sua especialização no Rio de Janeiro, Ingrid atuou no Samu e em unidades de saúde, enfrentando jornadas exaustivas. Após concluir a formação pela UNIG e pelo Hospital da Plástica, ela retornou a Florianópolis em 2012 para iniciar do zero.

Superação e consolidação da carreira

O início na capital catarinense não foi simples. “Voltei sem um paciente, sem clínica, sem apadrinhamento. Colegas diziam abertamente que a cidade não havia espaço para mais um. Fiquei mesmo assim!”, relatou nas redes sociais. Em 2018, ela inaugurou sua própria clínica estruturada, expandindo posteriormente sua atuação para São Paulo.