Dezenas de baleias-piloto morrem em encalhe em massa na Nova Zelândia
Equipes de resgate enfrentaram condições extremas e terreno rochoso isolado na tentativa de salvar os animais na costa da Ilha Norte

Um encalhe em massa de baleias-piloto na costa da Nova Zelândia resultou na morte de mais de 40 animais, conforme divulgado por autoridades ambientais do país. O episódio mobilizou equipes de conservação e voluntários locais em uma operação marcada por forte complexidade técnica e desgaste emocional.
Localização remota e condições extremas
O caso teve início na manhã de quinta-feira, pouco depois das 8h locais, quando o Departamento de Conservação do país registrou a ocorrência na região de Ngawi, próxima a Cape Palliser, na extremidade sul da Ilha Norte. Inicialmente, pelo menos 20 animais foram localizados na faixa de areia, sendo que quatro ainda apresentavam sinais vitais naquele momento.
As características geográficas da região dificultaram severamente o trabalho das equipes de atendimento. De acordo com o Project Jonah New Zealand, a costa sul da Ilha Norte está “exposta às fortes ondas do Estreito de Cook”. Essa dinâmica marítima, somada à presença de praias de cascalho solto e rochas “afiadas”, transformou a área em um ambiente “particularmente desafiador”, além do fator isolamento.
Esforços de socorro e triste desfecho
Organizações de proteção animal uniram forças com o departamento governamental e comunidades indígenas locais da etnia Māori para tentar reverter a situação. A estratégia inicial envolvia avaliações clínicas e manobras para devolver os sobreviventes ao oceano durante o período de maré alta.
No entanto, uma atualização oficial publicada na sexta-feira revelou que 43 espécimes foram encontrados distribuídos por “vários quilômetros de litoral” entre Ngawi e Mangatoetoe. Grande parte dos animais já estava sem vida no momento da localização inicial, enquanto aqueles achados com respiração “sucumbiram ao longo do dia”.
“Foi um evento difícil e angustiante para todos os envolvidos na operação”, disse a organização beneficente. “Agradecemos aos moradores, que foram os primeiros a chegar ao local e prestaram auxílio às baleias encontradas com vida, mantendo-as resfriadas e o mais confortáveis possível.”
Com o encerramento das tentativas de salvamento, as autoridades locais e os grupos indígenas iniciaram os preparativos para o manejo adequado dos animais. O departamento responsável confirmou que está “agora trabalhando com os iwi para gerenciar o enterro do taonga”, termo que remete a um patrimônio de alto valor cultural e natural para a população local.


