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Brasil

Justiça decreta prisão preventiva de lutador que agrediu vizinhas no Rio

Idosa de 81 anos segue internada com traumatismo craniano após invasão de apartamentos na Tijuca

Lutador que agrediu vizinhas no Rio tem prisão convertida em preventiva

A Justiça do Rio de Janeiro determinou a conversão da prisão temporária de Lucas Portela Fontana Gomes em preventiva durante audiência de custódia realizada neste sábado (7). O atleta é apontado como o autor da invasão a apartamentos e das agressões contra três mulheres em um edifício localizado na Avenida Maracanã, na Tijuca, Zona Norte carioca.

Entenda o caso das invasões na Tijuca O episódio violento ocorreu na madrugada da última quinta-feira (5), após o morador iniciar uma confusão em seu próprio domicílio e proferir ameaças aos demais residentes. Por volta de 1h10, agentes da Polícia Militar e da Guarda Municipal foram acionados para conter a situação no local.

Conforme apurado pelas autoridades, o suspeito circulou pelos andares invadindo unidades residenciais e gritando que mataria as pessoas. Enquanto uma das famílias conseguiu fugir pelas escadas, uma idosa de 81 anos foi surpreendida e espancada dentro de sua própria residência, necessitando de hospitalização urgente devido a um traumatismo craniano.

Detalhes da violência no elevador O terceiro ataque foi registrado pelas câmeras de segurança dentro do elevador do prédio. Uma moradora abriu a porta para averiguar os gritos de socorro e acabou sendo surpreendida pelo agressor, que desferiu socos e chutes, além de tentar estrangulá-la por vários minutos. As imagens revelaram a extrema gravidade dos atos e marcas de sangue no espaço.

A juíza Laura Noal Garcia destacou que a decisão “é necessária para dar prosseguimento ao cumprimento do mandado de prisão, expedido pelo Plantão Judiciário do TJRJ”.

Situação jurídica do agressor Após a captura realizada na sexta-feira (6), o investigado foi transferido para o presídio de Benfica, onde permanece sob custódia da Justiça. Diferente da modalidade temporária, que possui limite de 30 dias prorrogáveis, a medida preventiva não tem prazo determinado.

O inquérito é conduzido pela 18ª Delegacia de Polícia, localizada na Praça da Bandeira, enquanto o processo tramita na 4ª Vara Criminal da Comarca da Capital. O homem responderá por tentativa de feminicídio, violação de domicílio, ameaça, lesão corporal e resistência à prisão.