Itaipu tinha saldo de R$ 1 bilhão em banco paraguaio liquidado
A instituição digital sofreu intervenção e o montante retido representa cerca de 7,6% do caixa mantido pelo lado paraguaio da hidrelétrica.

A margem paraguaia da Itaipu Binacional acumulava um montante expressivo de recursos no Ueno Bank, principal instituição financeira digital do Paraguai, que teve sua liquidação decretada no início de novembro.
Valores depositados e impacto nas operações
O saldo mantido pela entidade na instituição somava US$ 163,8 milhões e 115,2 bilhões de guaranis até o dia 3 de novembro, data em que o banco foi liquidado. A conversão da soma atinge a marca de US$ 182,21 milhões, o que equivale a aproximadamente R$ 1 bilhão.
Apesar da cifra bilionária retida, a administração da usina hidrelétrica assegura que o problema envolvendo o banco digital não causa prejuízos às suas operações cotidianas.
Origem dos recursos e posicionamento oficial
Em nota divulgada por meio de suas redes sociais, a instituição detalhou a natureza dos montantes custodiados na entidade financeira paraguaia.
“Os valores compreendem receitas recebidas da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) e transferências entre contas da Entidade, de acordo com o fluxo das disponibilidades de caixa destinadas ao atendimento de obrigações contratuais e compromissos decorrentes de convênios”, diz em comunicado publicado nas redes sociais na noite deste sábado (7).
Em contraponto à situação da margem vizinha, a Itaipu Binacional esclareceu que o lado brasileiro da central geradora de energia não possuía nenhum valor alocado no banco afetado.
Estratégia financeira e busca por ressarcimento
De acordo com os esclarecimentos oficiais, a gestão buscou otimizar a alocação de suas reservas entre os territórios brasileiro e paraguaio ao longo do triênio compreendido entre 2024 e 2026.
Como consequência dessa diretriz de gestão, o caixa acumulado no país vizinho alcançou patamares inéditos, somando mais de US$ 2,409 bilhões vindos de repasses do Brasil. Desse montante total, a fatia depositada no Ueno correspondia a 7,6%.
Diante da liquidação da instituição, a administração informou que já recorreu à Procuradoria-Geral do Paraguai com o propósito de reaver os valores, reiterando que pretende seguir rigorosamente os trâmites legais para “esgotar todas as medidas legais e administrativas cabíveis”.


