30/10/2026

1000x250
previous arrow
next arrow

Richarlison vence etapa inicial na justiça em processo sobre ilha em Angra dos Reis

O jogador Richarlison obteve uma vitória parcial na Justiça do Distrito Federal em um processo movido pela empresa WT Administração de Imóveis e Bens S/A e pelo advogado Willer Tomaz. A ação judicial teve início após manifestações públicas do atleta relacionadas a uma disputa imobiliária envolvendo a Ilha Comprida, situada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Decisão sobre postagens e indenização

Os autores da ação haviam protocolado um pedido de tutela de urgência com o objetivo de obrigar o atacante a remover publicações de suas redes sociais, além de impedir novas manifestações sobre o tema. O grupo também exigia o pagamento de R$ 200 mil a título de danos morais pelas declarações feitas pelo esportista na internet.

No entanto, a Justiça rejeitou a solicitação liminar. O magistrado responsável pelo caso fundamentou que não havia provas concretas de que os conteúdos contestados ainda estivessem acessíveis nas plataformas digitais. Além disso, a sentença destacou que impor uma proibição prévia a futuras postagens do atleta poderia configurar ato de censura prévia.

Andamento da ação judicial

Embora tenha sofrido esse revés no pedido inicial, o processo continua em curso na 4ª Vara Cível de Brasília. O juiz Giordano Resende Costa acatou um aditamento enviado pelos autores, que incluiu novos registros ao processo, como uma publicação atribuída a Richarlison feita em 24 de setembro de 2026.

Como o atleta ainda não havia sido intimado formalmente, o magistrado permitiu a inclusão de novos fatos e determinou o envio de uma carta precatória para a Comarca do Rio de Janeiro, viabilizando a citação oficial do jogador para que ele possa apresentar sua defesa perante o tribunal.

A disputa pela propriedade em Angra dos Reis

O conflito gira em torno de um imóvel de alto padrão na região de Angra dos Reis. De acordo com informações compartilhadas nas redes sociais do próprio jogador, Richarlison relata ter investido aproximadamente R$ 10 milhões na compra da propriedade no ano de 2020, utilizando a empresa Sport 70 Intermediação de Negócios LTDA.

A versão do atleta aponta que os direitos sobre o terreno teriam sido repassados de maneira irregular para a WT Administração de Imóveis e Bens S/A, firma associada ao advogado Willer Tomaz. Em contrapartida, os autores da ação refutam as acusações e sustentam que a aquisição ocorreu estritamente dentro da legalidade, amparada por registros oficiais e decisões judiciais anteriores.

Investigação policial e próximos passos

A controvérsia ganhou ainda mais repercussão ao atrair a atenção da Polícia Federal. O caso da ilha acabou anexado a um inquérito maior que investiga conexões entre o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. Vale ressaltar que a decisão recente não representa o veredito final sobre a posse do imóvel, servindo apenas para regular o andamento processual enquanto a defesa do jogador é aguardada.