Líder do BTS visita museu em São Paulo e tem obras expostas nos EUA
O vocalista e líder do grupo sul-coreano BTS, RM, de 32 anos, esteve na Pinacoteca de São Paulo. A visita aconteceu em meio à passagem do septeto pelo Brasil para uma série de apresentações da turnê “Arirang”, sediadas no Estádio do Morumbis.
Expansão internacional e coleções de arte
O artista expandiu sua relação com o mercado artístico ao disponibilizar parte de seu acervo pessoal para uma mostra planejada no Museu de Arte Moderna de Seul e em instituições internacionais, incluindo o Museu de Arte Moderna de São Francisco, nos Estados Unidos. O projeto cultural reúne cerca de 200 itens, mesclando peças particulares do cantor com obras fixas do museu norte-americano.
Frequente frequentador de galerias globais durante suas viagens e turnês, o músico escolheu um dos complexos culturais mais tradicionais do Brasil, distribuído em três sedes no centro da capital paulista.
Outros museus marcantes na rota do artista
A paixão pelas artes visuais leva o cantor a explorar galerias renomadas mundialmente. Entre os locais que já receberam suas visitas estão o Museu de Arte Leeum, em Seul, administrado pela Fundação Samsung e famoso por reunir antiguidades e design contemporâneo, além do SeMA Buk-Seoul, voltado para exposições comunitárias de talentos coreanos.
Nos Estados Unidos, o trajeto cultural do idol incluiu passagens pela The Menil Collection, situada em Houston, Texas, admirada por sua estrutura minimalista assinada por Renzo Piano e acervo surrealista. Outro ponto de parada foi a Galeria Nacional de Arte, em Washington, D.C., onde o cantor examinou alas de pinturas clássicas europeias e o prédio moderno da instituição.
Curiosidades e o impacto de Kim Namjoon no K-pop
Nascido Kim Namjoon, o artista adotou inicialmente o nome artístico “Rap Monster”, mas posteriormente alterou o significado para “Real Me” após avaliar que a nomenclatura original não refletia mais sua identidade.
Além de comandar o grupo, ele possui 238 faixas registradas em seu nome como compositor. Durante seus anos como aprendiz na indústria, o cantor costumava compilar seleções musicais de múltiplos estilos para os colegas. O método de curadoria foi tão bem-sucedido que acabou integrado oficialmente ao programa de capacitação de novos talentos da agência HYBE.
O músico também atua frequentemente como porta-voz do grupo internacionalmente devido à sua fluência na língua inglesa, idioma que dominou de maneira autodidata assistindo à série de televisão “Friends”. Fã de literatura, leituras e contato com a natureza, ele causou debates na Coreia do Sul ao ser visto com o livro “Kim Jiyoung, nascida em 1982”, obra que aborda discussões sobre desigualdade de gênero.
Por fim, o artista encerrou recentemente uma fase marcante de sua vida pessoal: após anos sendo alvo de brincadeiras dos companheiros de banda por não saber dirigir, o cantor finalmente tirou sua carteira de motorista, mantendo entre seus hábitos favoritos os passeios de bicicleta.



