Ex-presidente do Sinpol-SC é preso em Orlando pelo ICE após condenação
Anderson de Amorim, de 51 anos, policial civil aposentado e ex-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Santa Catarina (Sinpol-SC), foi preso em Orlando, nos Estados Unidos, nesta terça-feira (13). A detenção foi realizada pelo Serviço de Imigração e Alfändega dos Estados Unidos (ICE), após uma condenação judicial decorrente de uma discussão no trânsito ocorrida em 2018.
Perfil e histórico de atuação
Formado em Segurança Pública e com especialização em Inteligência Criminal, Amorim comandou o Sinpol-SC entre 2013 e 2017. O ex-dirigente sindical é casado com Simoni e pai de duas filhas, tendo forte atuação na representação da categoria policial no estado catarinense.
Investigação e captura na Flórida
A localização do brasileiro foi possível graças a uma operação de inteligência conduzida pela Delegacia de Combate às Drogas (Decod), ligada ao Departamento de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí. O mandado de prisão foi emitido após a condenação transitar em julgado, fase em que se esgotam os recursos judiciais.
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Marcelo Sampaio, Anderson sacou uma arma e efetuou disparos durante uma discussão no trânsito. O processo resultou em uma condenação de dois anos e quatro meses de reclusão, inicialmente em regime semiaberto.
Com a expedição do mandado e o intercâmbio de dados com forças estrangeiras, os agentes norte-americanos do ICE rastrearam o ex-policial em solo americano. Ele foi levado para um centro de detenção federal nos Estados Unidos, onde aguarda os desdobramentos dos trâmites de cooperação jurídica internacional e imigratória.
Posicionamento oficial do sindicato
Em nota oficial assinada pelo presidente Elmar Schmitt Osório, o Sinpol-SC declarou que o ex-dirigente não faz mais parte do quadro de filiados. A entidade destacou que os atos que geraram a condenação não possuem qualquer vínculo com a atividade sindical ou com o exercício de funções públicas.
O comunicado do sindicato também pontuou que a captura internacional ocorreu em virtude de um mandado expedido pela Justiça do Brasil por causa da regressão de regime prisional, referente ao episódio de disparos de arma de fogo em via pública.



