Produtos florestais avançam em agosto, mas fecham o ano em baixa
O setor de produtos florestais registrou uma alta de 1,1% em agosto deste ano, quando comparado ao mesmo período de 2023. O dado foi divulgado pelo Índice de Produção Agroindustrial, calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Desempenho desigual entre os subsetores
Apesar do indicador positivo no oitavo mês do ano, o segmento ainda enfrenta instabilidade no cenário geral. Esse avanço representou apenas a terceira taxa interanual positiva obtida pelo mercado nos últimos 12 meses.
O resultado de agosto foi impulsionado sobretudo pela maior fabricação de madeira e papel. Em contrapartida, a produção de celulose teve retração, o que acabou freando uma expansão mais robusta de toda a cadeia produtiva.
Balanço anual e contexto da agroindústria
No acumulado entre janeiro e agosto, os produtos florestais continuam registrando resultados negativos. O comportamento acompanha o ritmo da agroindústria nacional, que apresentou uma retração de 1% no mesmo intervalo de tempo.
Analisando o panorama dos setores não alimentícios, apenas fumo e biocombustíveis conseguiram fechar o acumulado anual com taxas positivas, registrando crescimentos de 2% e 14,1%, respectivamente.
Por outro lado, além dos produtos florestais, os segmentos de insumos agropecuários e de produtos têxteis também acumularam quedas significativas ao longo dos oito primeiros meses do ano.
Especialistas do setor alertam que eventos climáticos extremos continuam figurando como a principal ameaça e fator de risco para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro nos próximos meses.



