17/10/2026

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Polícia investiga incêndio que destruiu galpão em São José

A Polícia Civil abriu investigação para identificar a origem do incêndio de grandes proporções que devastou um galpão comercial em São José, na Grande Florianópolis, na manhã de terça-feira (13). Dias após a ocorrência, a Polícia Científica realizou uma perícia técnica no endereço para tentar esclarecer como as chamas começaram.

Complexidade da perícia e calor extremo

O trabalho dos peritos é considerado altamente complexo por causa da grande quantidade de materiais que permaneceram nos escombros e das condições severas provocadas pelo calor. A 2ª Delegacia de Polícia de São José conduz o inquérito e solicitou a análise técnica, cuja estimativa preliminar aponta que a temperatura dentro do estabelecimento ultrapassou 800°C.

O espaço onde funcionava o negócio foi reduzido a entulhos, com a perda de centenas de peças que seriam distribuídas aos clientes. Um prédio residencial vizinho também sofreu danos, apresentando paredes afetadas e janelas estilhaçadas. Os moradores, que precisaram evacuar os apartamentos às pressas, foram autorizados a voltar no mesmo dia para iniciar a recuperação.

Dificuldades técnicas no levantamento dos vestígios

Segundo a Polícia Científica, o cenário pós-incêndio apresenta diversos desafios para a conclusão do trabalho pericial. “Os eventos de incêndio, em geral, já têm uma dinâmica que produz muitos vestígios. Esses vestígios, em virtude até dos gases que são produzidos, da movimentação de fluidos, acabam se espalhando e dificultando em certo grau o levantamento pericial”, explicou o perito superintendente regional de Palhoça, Carlos Nogueira.

O especialista acrescentou que outro fator que complica a análise é a presença de grande volume de materiais combustíveis na parte posterior do estabelecimento. “Além disso, bastante material metálico que atua como elemento condutor de energia e de calor”, completou o perito. Os dados coletados agora passarão por análise técnica para embasar o laudo definitivo.

Combate às chamas e impacto na vizinhança

O fogo teve início por volta das 6h e exigiu uma ampla mobilização do Corpo de Bombeiros, envolvendo guarnições de São José, Florianópolis, Biguaçu e Palhoça, além de um caminhão com escada mecânica enviado de Balneário Camboriú. Ao todo, seis viaturas atuaram no combate, e duas retroescavadeiras foram empregadas na remoção de destroços e na derrubada de paredes que apresentavam risco de desabamento.

A violência das chamas gerou uma espessa coluna de fumaça preta visível a quilômetros de distância, além de fortes estalos que amedrontaram a vizinhança. O calor intenso que irradiava do galpão quebrou vidros, derreteu aparelhos de ar-condicionado e danificou a fachada do condomínio residencial vizinho. Com a conclusão da perícia e a emissão do laudo técnico, a investigação policial buscará definir as responsabilidades pelo sinistro.