Nikolas Ferreira afasta chance de anulação eleitoral e pede trégua aos manifestantes
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais nesta segunda-feira (26) para gravar um vídeo direcionado aos seus simpatizantes, no qual pede o encerramento dos atos de rua e afasta qualquer possibilidade de reversão do resultado das urnas.
Divergência sobre o pleito
No registro publicado na internet, o parlamentar mineiro inicia sua fala ponderando que “a quantidade de perguntas sem resposta gera insegurança e indignação”. Na sequência, ele avalia que a chance de anular a eleição é “praticamente nula”. O deputado ainda mencionou que diversos eleitores já protestaram no calor do momento, mas fez um alerta direto: “Não façam isso”.
Durante a gravação, o aliado político também colocou sob suspeita a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que prorrogou o horário de votação em duas horas após um pedido conjunto feito pelas siglas PT e PL.
Repercussão e atrito com Flávio Bolsonaro
A manifestação pública de Nikolas ocorre logo após o senador Flávio Bolsonaro (PL) declarar à imprensa, no domingo (25), que acionaria a Justiça para tentar invalidar a disputa eleitoral. O vídeo foi amplamente divulgado por Fernanda Bolsonaro, esposa do parlamentar.
Em Brasília, na saída do local onde acompanhou a apuração ao lado de aliados, o primogênito de Jair Bolsonaro foi categórico ao afirmar à imprensa: “É inexplicável acontecer o que aconteceu. É impossível reconhecer o resultado dessas eleições. Vou pedir a anulação”.
Cobranças e tensões nos bastidores do PL
Conforme apurou a CNN Brasil, o deputado federal Nikolas Ferreira foi apontado por uma ala da própria legenda como um dos principais responsáveis pelo revés de Flávio Bolsonaro no estado de Minas Gerais durante o segundo turno.
A cobrança interna representa o primeiro movimento de acerto de contas dentro da sigla partidária após o término da disputa. Membros do partido relataram nos bastidores que a cúpula da campanha nutria tanta confiança na vitória que acabou negligenciando a necessidade de concentrar maiores esforços estratégicos no território mineiro.
O pleito terminou com a reeleição de Lula, que obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto o candidato apoiado pelo grupo político bolsonarista registrou 48,21% da preferência do eleitorado nacional.



