Fumaça de queimadas paralisa aulas e lota hospitais em Manaus
A capital amazonense e dezenas de municípios do estado enfrentam uma grave crise ambiental provocada por incêndios florestais que encobriram a região com densas nuvens de fumaça, resultando na suspensão de aulas, superlotação de hospitais e na prisão de onze suspeitos de iniciar os focos de fogo.
Impacto na saúde e infraestrutura urbana
Com mais de dois mil focos de calor registrados recentemente entre a capital e outras 36 cidades, a qualidade do ar despencou drasticamente. Segundo a prefeitura, a situação “atingiu níveis alarmantes e respirar se tornou uma preocupação para a população”. Além disso, a baixa visibilidade comprometeu a logística de transportes, chegando a paralisar as operações nos dois aeroportos de Manaus.
Prisões e investigações policiais
As autoridades estaduais intensificaram a repressão aos crimes ambientais com o apoio da Polícia Militar. O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), confirmou que onze pessoas foram detidas em Autazes, município da região metropolitana, sob a acusação de provocarem as chamas.
“A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros vêm trabalhando muito para identificar esses homens que ficam ateando fogo no nosso estado”, afirmou o governador. “Grande parte desses focos de incêndio vem de homens que ficam ateando fogo no nosso estado.”
Operações aéreas e apoio federal
Para conter o avanço do fogo, uma força-tarefa conjunta foi anunciada pelo governo federal envolvendo ministérios da Justiça, Meio Ambiente, Saúde e Integração, além da Defesa Civil. Desde o início do apoio federal em outubro, 11 aeronaves já lançaram cerca de 600 mil litros de água em aproximadamente 260 horas de voo.
Novas medidas logísticas e de saúde estão programadas para a região, incluindo a instalação de um Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e a implantação de uma base da Força Nacional do SUS para reforçar o atendimento aos cidadãos afetados pela poluição severa.



