Namorada de motorista de Porsche pega multa após confusão em tribunal de SP
Giovanna Pinheiro Silva, namorada do empresário Fernando Sastre de Andrade Filho, foi multada por mau comportamento durante a sessão que terminou com a condenação do condutor a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão em regime fechado, pela morte de um motorista de aplicativo e pelos ferimentos causados a um amigo em março de 2024, na zona leste de São Paulo.
Expulsão e multa de dez salários-mínimos
Conforme informações do Tribunal de Justiça, Giovanna precisou ser retirada do plenário por ordem da juíza Melanie Liesenberg. A expulsão ocorreu após a jovem fazer gestos enquanto uma testemunha prestava depoimento aos jurados. Ao término da sessão, a magistrada decretou que ela arcasse com o pagamento de uma penalidade equivalente a dez salários-mínimos.
Detalhes do júri e condenação do empresário
A sentença foi proferida por volta de 1h20 da madrugada, após o encerramento dos trabalhos do segundo dia de julgamento no Fórum Criminal da Barra Funda, localizado na zona oeste da capital paulista. O conselho de sentença, formado por sete jurados, aceitou as teses da acusação e considerou o réu culpado por homicídio qualificado por dolo eventual, além de lesão corporal contra Marcus Vinícius Machado Rocha, passageiro que estava no veículo de luxo na hora da batida.
Os integrantes do júri entenderam que houve perigo comum na conduta do motorista, já que outras pessoas também foram postas em risco. Além do período de reclusão em regime inicial fechado, a Justiça estabeleceu a inabilitação definitiva de Fernando Sastre para a condução de veículos automotores.
O histórico do trágico acidente
A colisão aconteceu na madrugada do dia 31 de março de 2024, data em que se comemorava o domingo de Páscoa, na avenida Salim Farah Maluf, situada no bairro do Tatuapé. O empresário conduzia um Porsche 911 quando atingiu com extrema violência a traseira do Renault Sandero guiado pelo trabalhador Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, que não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Laudos elaborados pela perícia técnica apontaram que o automóvel esportivo trafegava a cerca de 156 km/h em uma via pública cujo limite máximo estabelecido era de 50 km/h. O impacto destruiu completamente o carro da vítima. O caso gerou enorme comoção pública e mobilizou autoridades, resultando na prisão preventiva do condutor até a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri.



