Justiça nega prisão de vice-presidente do Corinthians pedida pelo MP
A Justiça paulista recusou nesta quinta-feira (22) a solicitação do Ministério Público para prender preventivamente Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians.
Contexto da investigação do Ministério Público A solicitação havia sido protocolada no dia 16 pelo promotor Cássio Conserino, logo após a demissão de Marcelo Munhoes, ex-diretor de Tecnologia da Informação do clube e testemunha fundamental no processo.
Em manifestação enviada à 25ª Vara Criminal, o promotor Cássio Conserino argumentou que a saída de Munhoes, testemunha-chave do Ministério Público, aconteceu bem perto da audiência de instrução, agendada para 10 de novembro. Para ele, a situação exigia análise dentro do escopo de investigação por coação no curso do processo.
Entendimento da magistrada Contudo, a juíza Amanda Eiko Sato entendeu que faltam provas concretas para comprovar que Armando tenha interferido na demissão de Marcelo Munhoes ou ameaçado o andamento da instrução criminal.
A juíza concluiu que não havia justificativa para a prisão preventiva nem para o uso de medidas cautelares, destacando na sentença que o desligamento de Munhoes aconteceu dentro de um cenário político-eleitoral.
Além de barrar a detenção, a magistrada também rejeitou todos os pedidos de medidas cautelares formulados pelo promotor Cássio Conserino. O Corinthians optou por não se pronunciar sobre o caso, enquanto a defesa de Armando Mendonça não respondeu aos contatos da reportagem.
Polêmica com a fornecedora de material esportivo O caso ocorre em meio às discussões sobre a extensão do vínculo entre o Corinthians e a Nike, tema que tem provocado debates intensos no ambiente esportivo nacional.
Durante o programa Domingol, Benjamin Back questionou a decisão do clube de manter a parceria com a Nike, mesmo diante de uma oferta aparentemente mais vantajosa da Adidas.
Conforme debatido na atração televisiva, a proposta da Adidas seria supostamente superior à renovação firmada com a Nike. O caso ganhou forte repercussão após a revelação de cobranças excedentes em acordos passados com a marca americana, episódio conhecido como o “escândalo das camisas”.



