Gol nega cancelamentos em massa de voos na véspera do segundo turno
A companhia aérea Gol utilizou suas redes sociais no último sábado (24) para desmentir boatos que ganharam forte repercussão sobre supostos cancelamentos generalizados de voos partindo da região Sul com destino ao Nordeste.
Problemas operacionais pontuais
De acordo com a empresa, apenas uma viagem precisou ser cancelada em decorrência de questões técnicas na aeronave escalada para o voo G3 1979, que faria o trajeto entre Porto Alegre e Salvador.
“A Gol reforça que todas as ações tomadas para esse voo tiveram como foco a segurança, nosso valor número 1”, alegou a empresa.
Além disso, a companhia informou que os clientes afetados receberam todo o suporte necessário e foram realocados em novas programações de viagem com partidas previstas entre sábado (24) e domingo (25).
Repercussão política e cobranças públicas
A propagação dos boatos gerou reações imediatas de autoridades políticas. A deputada Maria do Rosário (PT) utilizou as redes sociais para se manifestar sobre o caso.
“GRAVÍSSIMO! O cancelamento de um voo da GOL para o Nordeste levanta questionamentos e exige explicações. Em plena véspera da eleição, ninguém pode ser prejudicado no exercício do seu direito ao voto!”, afirmou Rosário por meio de seu perfil na plataforma X.
No mesmo sentido, a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) relatou ter recebido denúncias de cidadãos cujos bilhetes foram remarcados para horários incompatíveis com a participação no pleito. O meio artístico também se mobilizou, com manifestações da atriz Leandra Leal e da comediante Tata Werneck, que questionou publicamente: “é isso mesmo, Gol?”.
Posicionamento dos órgãos reguladores
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) confirmou a interrupção do voo G3 1979, mas ressaltou que o fluxo de viagens domésticas permaneceu sob monitoramento constante, sem registro de anormalidades na malha aérea nacional.
“Passageiros que enfrentarem problemas com seus voos devem procurar, inicialmente, os canais de atendimento das companhias aéreas. Caso a situação não seja solucionada, é possível registrar uma reclamação na plataforma Anac Passageiro”, afirmou a nota oficial.
Paralelamente, o Ministério dos Portos e Aeroportos entrou em contato com as empresas do setor para averiguar suspensões de rotas no período eleitoral.
“De acordo com as empresas aéreas, três decolagens foram suspensas por motivos operacionais, mas todos os passageiros já teriam sido reacomodados em outras aeronaves”, afirmou a nota.
“O Ministério de Portos e Aeroportos seguirá monitorando a situação ao longo de todo o dia, em articulação com a Anac e as companhias aéreas, para identificar prontamente eventuais problemas e assegurar a adoção das medidas necessárias para garantir o deslocamento dos eleitores”, finalizou o ministério.



