10/10/2026

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Gilmar Mendes lamenta derrota de Esperidião Amin e cita irracionalidade

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), manifestou pesar neste sábado (10) pela derrota de Esperidião Amin (PP) na disputa pela reeleição ao Senado Federal. Por meio de uma postagem na rede social X, o magistrado enfatizou a relevância histórica do político catarinense e resgatou um conceito histórico para analisar o cenário das urnas.

Reflexão sobre as urnas Para contextualizar o desfecho do pleito, o magistrado recorreu a uma declaração histórica do passado político brasileiro.

“Diante da derrota de Djalma Marinho na eleição para senador, em 1974, Jarbas Passarinho observou que os movimentos populares têm sua lógica e sua irracionalidade. Essa reflexão ecoa agora, com a não reeleição de Esperidião Amin para o Senado Federal”, escreveu Mendes.

Trajetória de seis décadas Durante a manifestação virtual, o representante da Suprema Corte pontuou que Amin acumulou quase 60 anos de dedicação à vida pública, exercendo cargos fundamentais em âmbito estadual e federal.

“Poucos nomes marcaram tanto a política catarinense”, destacou o magistrado ao relembrar os postos ocupados pelo parlamentar ao longo dos anos.

O político exerceu a chefia do Executivo municipal de Florianópolis em duas oportunidades, governou Santa Catarina duas vezes, cumpriu três mandatos como deputado federal e conquistou duas cadeiras no Senado. Além disso, comandou a direção nacional de sua sigla partidária e concorreu à Presidência da República no ano de 1994.

Atuação parlamentar e legado O ministro também enfatizou o foco do senador em temas estratégicos para o país, como o fomento ao desenvolvimento regional, a expansão de obras de infraestrutura e o acesso a crédito voltado para micro e pequenos empreendedores.

“Santa Catarina e o Congresso Nacional deixarão, lamentavelmente, de contar, a partir de 2027, com a experiência e o talento político de Amin”, escreveu o ministro, reforçando que a trajetória do político continuará gerando frutos e relevância para o território catarinense e para o Brasil.

O resultado da disputa O político do PP encerrou a corrida eleitoral na terceira posição, ficando fora das duas vagas destinadas ao estado de Santa Catarina. Os postos em disputa no parlamento federal foram assegurados por Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, ambos filiados ao PL.

Com o desfecho das urnas, o parlamentar concluirá sua atual legislatura em janeiro de 2027, período que marca a posse da nova bancada na casa legislativa.