Flávio Bolsonaro propõe Ministério da Prosperidade e novo papel para a Caixa
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) revelou propostas econômicas de impacto durante o debate realizado na Band, confronto que marcou o embate direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre as principais promessas estão a criação de uma nova estrutura administrativa na Esplanada e a reformulação da atuação de um grande banco estatal.
Foco no empreendedorismo periférico
Ao detalhar medidas voltadas ao setor produtivo, o postulante ao Planalto afirmou que pretende transformar a Caixa Econômica Federal em um vetor de fomento aos negócios em regiões vulneráveis. O objetivo seria auxiliar trabalhadores informais na abertura de empresas, na formalização de atividades e na expansão das vendas através da internet.
“A Caixa, no meu governo, vai ser o Itaú das favelas ou o Bradesco das periferias”, declarou o candidato. Segundo ele, a instituição financeira também funcionará como um centro de orientação para que pequenos comerciantes consigam estruturar e expandir seus empreendimentos.
Nova pasta e renegociação de débitos
Durante o mesmo bloco de discussões sobre economia, foi anunciada a criação do Ministério da Prosperidade, embora o político não tenha fornecido maiores detalhes a respeito da estrutura organizacional ou das atribuições específicas que o órgão federal deverá assumir caso vença o pleito.
Na mesma ocasião, o candidato apresentou um plano voltado para a inadimplência da população. “No meu governo, a gente vai comprar a sua dívida dos bancos”, afirmou.
A proposta prevê a suspensão temporária das cobranças por um período de seis meses para pessoas físicas e de um ano para empresas. A medida, segundo a campanha, daria fôlego para o reequilíbrio financeiro antes da retomada dos pagamentos.
Crédito e programas sociais
Além do alívio financeiro imediato, o projeto econômico inclui a promessa de redução nas taxas de juros e a oferta de linhas de crédito de longo prazo para incentivar novos investimentos. Contudo, faltaram esclarecimentos sobre os custos da operação, a fonte dos recursos ou os critérios necessários para o acesso da população ao programa.
Por fim, o candidato assegurou que o programa Bolsa Família será mantido e que iniciativas de assistência social receberão reforço. Os temas foram debatidos em meio a discussões acaloradas sobre o custo de vida, o endividamento das famílias e os rumos da economia nacional.



