21/10/2026

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El niño pode ganhar força e NOAA indica quando será o pico

O fenômeno climático El Niño pode ganhar ainda mais força nos próximos meses, conforme apontam as projeções atualizadas pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o evento apresenta condições altamente favoráveis à sua intensificação, o que deve gerar reflexos diretos nos regimes de temperatura e precipitação em diversas partes do planeta.

Previsão de pico e intensidade

De acordo com o órgão norte-americano, existe uma probabilidade de 80% de que o El Niño permaneça em patamar forte pelo menos até o trimestre entre janeiro e março de 2027. Os modelos meteorológicos sugerem que o índice Niño 3.4 pode registrar desvios de temperatura entre 3°C e 3,5°C acima da média, configurando um episódio de severidade muito elevada.

A agência projeta que o ponto máximo de atividade ocorra entre novembro e dezembro de 2026, estendendo-se até janeiro de 2027. O cenário é impulsionado por anomalias térmicas superiores a 4°C já observadas em pontos específicos do Pacífico Equatorial, além de um expressivo volume de calor acumulado a mais de 200 metros de profundidade.

Duração e transição para a La Niña

A persistência do El Niño deve se estender durante o trimestre de março a maio de 2027, momento em que o sistema po-de iniciar um processo de enfraquecimento gradual. A transição para a neutralidade climática torna-se o cenário mais provável entre maio e julho do mesmo ano, decretando o encerramento do ciclo.

Posteriormente, os prognósticos já avaliam a possível formação de um episódio de La Niña — marcado pelo resfriamento das águas do Pacífico — durante o outono do Hemisfério Norte, período que coincide com a primavera brasileira.

Impactos no clima e conceito

Embora o El Niño seja amplamente conhecido por alterar a distribuição de chuvas e as médias térmicas — provocando excesso de precipitação no Sul do Brasil e estiagem no Norte e Nordeste —, a NOAA ressalta que as projeções divulgadas em outubro detalham cenários específicos para os Estados Unidos. Por esse motivo, os dados atuais não permitem cravar isoladamente a localização exata de enchentes ou ondas de calor no território brasileiro.

O fenômeno surge fundamentalmente devido a alterações na circulação atmosférica e oceânica, impulsionadas pelo enfraquecimento dos ventos alísios que sopram no Pacífico tropical. A agência reforça que o comportamento do clima permanece sob monitoramento constante, podendo sofrer variações conforme a evolução das próximas semanas.