Falso alerta de sequestro em Boeing 737 mobiliza caças e fecha aeroporto na Alemanha
Um voo comercial que saiu da ilha grega de Corfu com destino a Nuremberga, na Alemanha, gerou uma intensa operação de segurança aérea após o Boeing 737-800 da Corendon Airlines Europe emitir um sinal de suspeita de possível sequestro, resultando na interceptação da aeronave por caças alemães.
O acionamento do código de emergência
Conforme dados divulgados pelo portal Air Data News, o avião executava o voo XR456 quando ativou o código transponder 7500, identificação universal para casos de interferência ilícita. A transmissão do sinal de perigo aconteceu no momento em que o jato sobrevoava o espaço aéreo da Croácia.
Diante do alto nível de gravidade da notificação, a defesa aérea da Alemanha respondeu prontamente. A Força Aérea enviou dois jatos Eurofighter Typhoon para realizar a interceptação e a escolta da aeronave comercial até o seu destino final.
Impacto nas operações e vistoria em solo
Enquanto a escolta aérea acontecia, o Aeroporto de Nuremberga teve suas atividades paralisadas temporariamente. A medida afetou tanto a malha aérea quanto o transporte público da região, permitindo que equipes policiais e serviços de emergência ocupassem o terminal.
O pouso do Boeing 737 ocorreu em segurança às 12h15, no horário local, após um percurso de aproximadamente duas horas e dez minutos. Logo após a aterrissagem, equipes policiais conduziram uma varredura rigorosa na estrutura, constatando a inexistência de perigo real e encerrando o protocolo sem feridos. As instalações foram reabertas pouco depois, às 13h20.
Justificativa da companhia aérea
Terminada a ocorrência, a Corendon Airlines divulgou uma nota oficial justificando que a ativação do sinal ocorreu devido a uma pane nas comunicações de rádio enfrentada pelos pilotos durante a viagem.
Apesar da explicação oficial, as motivações exatas por trás do acionamento do protocolo máximo de segurança ainda permanecem sob investigação. No protocolo aeronáutico, o código 7500 difere do 7600, reservado especificamente para falhas de comunicação, o que mantém dúvidas se o código de sequestro foi digitado por engano operacional ou por uma sensação momentânea de ameaça pela tripulação.



