18/10/2026

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Justiça decreta prisão de Marco Antonio Villa por pensão

O historiador e comentarista político Marco Antonio Villa, de 71 anos, teve a prisão decretada pela Justiça de São Paulo em decorrência de uma dívida de pensão alimentícia que ultrapassa a marca de R$ 570 mil. A ordem foi expedida pelo juiz Eduardo Palma Pellegrinelli, da 12ª Vara da Família e das Sucessões de São Paulo, que também determinou buscas em endereços ligados ao acadêmico, o qual ainda não havia sido localizado até a última atualização do caso, que tramita sob segredo de justiça.

Campanha eleitoral e finanças Nas eleições de 2026, o ex-comentarista da Jovem Pan disputou uma vaga de deputado federal e recebeu R$ 1,75 milhão do MDB para financiar sua candidatura, além de outros R$ 250 mil doados pelo engenheiro Eduardo Robson Rainere de Almeida, totalizando R$ 2 milhões em recursos de campanha declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar dos valores injetados na disputa, Villa obteve 31.579 votos e não conseguiu se eleger.

Evolução patrimonial Outro ponto que chamou a atenção no cenário político e jurídico envolve a declaração de bens do historiador. Enquanto em 2022 ele havia informado à Justiça Eleitoral possuir um patrimônio de R$ 1,3 milhão — incluindo um apartamento nobre na capital paulista e uma casa no litoral —, no pleito de 2026 ele declarou não possuir nenhum bem em seu nome.

Defesa e contestação dos valores Em sua defesa nas redes sociais, o comentarista alegou que a obrigação judicial exige o repasse mensal de 20 salários mínimos, somados a despesas com plano de saúde, o que atualmente superaria a quantia de R$ 40 mil por mês destinados à ex-esposa e a um filho de 45 anos com deficiência, cuja mãe é responsável pelos cuidados.

Nota oficial do historiador Por meio de uma publicação em seu perfil no X (antigo Twitter), o comentarista se manifestou sobre o mandado de prisão e criticou o teor da cobrança:

“Diante das midiáticas e distorcidas notícias veiculadas a meu respeito, sinto-me na obrigação de esclarecer os fatos ligados a essa triste e lamentável história. Luto sozinho e calado, há anos, para tentar reverter uma injustiça sem precedente que diariamente me aflige: o dever de destinar 20 salários-mínimos por mês para minha ex-esposa e para um de meus filhos, acrescido do valor do plano de saúde em favor de ambos. Em valores atuais, a pensão alimentícia que deveria ser por mim paga supera a quantia de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) por mês! Infelizmente, nunca tive condições financeiras para arcar com essa quantia desarrazoada. Não sou milionário, mas sim uma pessoa assalariada que labuta arduamente todos os dias. Desde que fui vítima desta condenação, vi-me compelido a destinar aos beneficiários tudo o que tinha e o que não tinha para não ter minha liberdade cerceada. Já paguei quase R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais) à ex-esposa da qual há muito me separei e ao meu querido filho (que embora conte 45 anos, em razão de suas fragilidades, vem sendo pela mãe contra mim orquestrado). Para viabilizar o pagamento desta fortuna tive que me desfazer de patrimônio que angariei ao longo de uma vida dedicada ao trabalho, já tendo destinado a minha ex-esposa: i) os dois imóveis antes por mim titulados (o que nos serviu de lar e outro situado no litoral); ii) todas as minhas economias; e, ainda, iii) valores levantados mediante a contratação de empréstimos bancários. Após ter liquidado literalmente meu patrimônio acima mencionado e me compelido a contrair dívidas onerosas, pretende-se, agora, liquidar aquilo que me é mais caro: minha saúde, minha honra e minha liberdade de ir e vir. Não esmorecerei, contudo. As diversas ações judiciais em andamento, visando à correção de todos os abusos contra mim cometidos, tramitam em segredo de justiça, e, por esta razão, não podem ter seus detalhes por mim publicados. Registro, apenas, que continuo confiando na justiça, a qual, embora muito já tenha tardado, certamente não falhará.”