Panelaço atinge capitais em entrevista de Flávio Bolsonaro
Diversos municípios brasileiros foram palco de protestos com panelaços na noite de sexta-feira (16), coincidindo com a transmissão ao vivo da entrevista de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, em rede nacional. O ruído característico de utensílios domésticos pôde ser ouvido tanto nos momentos que antecederam a sabatina quanto ao longo da exibição televisiva.
Cidades e bairros com registros de atos
Os panelaços ganharam força especialmente nos grandes centros urbanos. Na capital paulista, moradores relataram o movimento em localidades tradicionais como Perdizes, Pinheiros, Butantã, Paraíso, Barra Funda, Ipiranga e Vila Mariana. O barulho também alcançou cidades do litoral e do interior de São Paulo, a exemplo de Santos e São José dos Campos.
No estado do Rio de Janeiro, o coro de panelas ecoou em áreas da zona sul e da zona norte da capital, abrangendo Copacabana, Botafogo, Flamengo, Glória e Tijuca. Cidadãos de outras capitais também relataram atos nas plataformas digitais, incluindo Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Fortaleza, Belém e João Pessoa.
No Distrito Federal, as manifestações sonoras foram notadas principalmente em Águas Claras e no Sudoeste, perdurando por cerca de 20 minutos.
Origem da convocação e incidentes
A iniciativa do protesto partiu do deputado federal André Janones (Rede-MG), que utilizou suas contas na internet para pedir que os opositores batessem panelas e colheres das próprias janelas e sacadas enquanto o candidato respondia às perguntas.
Entre os episódios registrados ao longo da noite, uma ocorrência no bairro de Ponta Verde, em Maceió, resultou na detenção de um porteiro de condomínio após desdobramentos ligados ao panelaço no edifício. Até o momento, não existe uma estimativa oficial que consolide o número total de participantes nos protestos pelo país.
Iniciada por volta das 21h15, a sabatina abordou pautas dos cenários econômico e político, ocasião em que o postulante ao Planalto descartou a nomeação do irmão, Eduardo Bolsonaro, para o comando do Ministério das Relações Exteriores e negou a intenção de dar cargo no governo ao ex-presidente Jair Bolsonaro.



