Douglas Ruas é eleito governador do Rio de Janeiro no primeiro turno
O político Douglas Ruas (PL) foi oficialmente declarado governador eleito do Rio de Janeiro neste sábado (10), após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro realizar a retotalização dos votos válidos no estado.
Como mudou o cenário da eleição fluminense Com a nova contagem, Ruas alcançou a marca de 50,88%, o equivalente a 4.271.199 votos. Em segundo lugar ficou Eduardo Paes (PSD), que registrou 44,16% da preferência do eleitorado.
A alteração no resultado aconteceu depois que o Tribunal Superior Eleitoral determinou a anulação dos votos atribuídos a Anthony Garotinho. O candidato havia participado do pleito com a situação jurídica sub judice após ter o registro negado e terminou o primeiro turno na terceira posição, com 3,17% dos votos.
Anteriormente, o candidato do PL contabilizava 49,27% dos válidos, enquanto o representante do PSD somava 42,76%. A exclusão do percentual de Garotinho elevou o índice de Ruas acima da metade dos votos válidos, eliminando a necessidade de realização de um segundo turno.
Trajetória e investigações do novo governador Ex-deputado estadual, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e ex-secretário estadual das Cidades na gestão de Cláudio Castro (PL), Ruas é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL).
O chefe do executivo estadual eleito também é alvo de investigações conduzidas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que apura suspeitas de peculato, lavagem de desvios e organização criminosa. As diligências focam na evolução patrimonial de empresas associadas ao político, apontando transações imobiliárias e de precatórios que ultrapassam a cifra de R$ 15 milhões.
Os desdobramentos judiciais A controvérsia jurídica em torno de Anthony Garotinho começou em setembro, quando a corte regional negou a candidatura devido à suspensão de direitos políticos decorrente de condenação por improbidade administrativa relacionada ao período em que sua esposa administrava o estado.
Após idas e vindas de liminares e decisões de ministros das cortes superiores, o Supremo Tribunal Federal negou um recurso apresentado por Eduardo Paes para tentar forçar a disputa em segundo turno, já que os prazos processuais no tribunal eleitoral ainda não haviam se esgotado.
Após o encerramento da disputa judicial, Eduardo Paes admitiu publicamente o revés por meio de suas redes sociais. “É assim que funciona a democracia”, escreveu.



