Paraguai decreta prisão preventiva de ex-presidente do Banco Central
Decisão judicial ocorre após derrocada de instituição financeira e destituição do ex-mandatário do país.

A Justiça do Paraguai determinou neste sábado (7) a prisão preventiva de Carlos Carvallo, antigo dirigente do Banco Central do país, no contexto da crise decorrente da interrupção das atividades do Ueno Bank, evento que afetou milhões de cidadãos.
Acusações formais e investigações
O Ministério Público paraguaio imputou a Carvallo os crimes de quebra de confiança, falsificação de documentos públicos e gestão em benefício próprio. Até o momento, o ex-dirigente não se manifestou sobre as acusações.
Ordem de prisão contra Santiago Peña
O magistrado Humberto Otazú também determinou a detenção cautelar de Santiago Peña, ex-presidente que teve seu mandato cassado por impeachment na sexta-feira (6).
Carvallo havia deixado a presidência do Banco Central nos primeiros dias da semana, à medida que a turbulência em torno da instituição financeira se aprofundava. O economista já havia dirigido o banco digital até o ano de 2023.
Impacto nos depósitos e garantia estatal
Conforme dados divulgados pela autoridade monetária neste sábado, cerca de US$ 160 milhões foram repassados a quase 1,2 milhão de correntistas, utilizando os mecanismos do fundo estatal de garantia de depósitos.


