Tifanny viaja com o Osasco mas segue fora da Superliga
Justiça do Rio de Janeiro negou nova liminar à oposta horas antes da partida contra o Fluminense

A oposto Tifanny Abreu integrou a delegação do Osasco em viagem ao Rio de Janeiro e participou dos treinamentos preparatórios para o confronto contra o Fluminense pela Superliga feminina de vôlei, mesmo sem poder entrar em quadra devido a restrições impostas pela Confederação Brasileira de Voleibol.
Novo revés na Justiça
Logo após a atividade física realizada na véspera da partida, a jogadora enfrentou mais um obstáculo nos tribunais. A 14ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro rejeitou um novo pedido de liminar protocolado pela defesa da atleta, que tenta reverter o veto que a afasta das quadras em torneios organizados pela entidade nacional.
O objetivo da ação judicial era derrubar o entendimento do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol, que havia ratificado a proibição. Ao avaliar o pleito, a juíza apontou que a insatisfação com o veredito desportivo não justifica a medida cautelar.
“A mera discordância da parte autora quanto ao resultado do julgamento proferido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no Mandado de Garantia nº 002/2026, não constitui, por si só, fundamento suficiente para justificar a suspensão de seus efeitos”, afirmou a juíza.
Impacto no Osasco
Sem liberação para atuar nos campeonatos geridos pela CBV, Tifanny desfalca o time paulista em mais um compromisso oficial da temporada.
A polêmica envolvendo a elegibilidade da oposta teve início em agosto, quando a confederação implementou uma diretriz voltada à categoria feminina inspirada nas diretrizes do COI. O protocolo exige a apresentação de um exame genético que comprove resultado negativo para o gene SRY, vinculado ao desenvolvimento sexual masculino, sob pena de inelegibilidade nas disputas oficiais.
Histórico na Superliga
Com 41 anos de idade, Tifanny atua na elite do esporte nacional desde 2017 e cumpre sua sexta temporada defendendo as cores do Osasco. Sendo a pioneira transexual a disputar a primeira divisão do voleibol feminino no Brasil, ela permanece impossibilitada de competir nas quadras brasileiras devido às normativas atuais.


