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Brasil

Flávio Bolsonaro questiona urnas e aponta supostas anomalias eleitorais

Senador rompe o silêncio após viagem aos Estados Unidos e contesta o crescimento do petista em redutos conservadores

Flávio Bolsonaro volta a questionar resultado das urnas e cita crescimento de Lula em SC no segundo turno; ‘Matematicamente impossível’

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contestou publicamente o desfecho das Eleições 2026 durante sua primeira entrevista após retornar de uma temporada nos Estados Unidos. Derrotado pelo presidente Lula (PT) no segundo turno do pleito, o parlamentar classificou a virada como “matematicamente impossível”, argumentando que o candidato petista teria registrado um incremento de 10 milhões de votos na segunda etapa da votação, garantindo a reeleição com uma margem de pouco mais de 4,4 milhões de sufrágios acima dos obtidos por ele próprio.

O peso político de Santa Catarina Para fundamentar suas suspeitas, o político apontou discrepâncias em diferentes unidades da federação, com destaque para o cenário catarinense. Na avaliação do senador, o estado figura entre os mais alinhados à direita no território nacional.

O parlamentar ironizou o avanço do adversário na região, ponderando a força eleitoral consolidada do PL no território catarinense. “O governador reeleito do PL no primeiro turno em Santa Catarina, os dois senadores do PL eleitos também em Santa Catarina, e o Lula cresce três vezes mais do que o Flávio Bolsonaro no segundo turno?”, questionou.

O impacto em redutos conservadores e no agronegócio O representante do partido liberal também direcionou críticas ao desempenho do chefe do Executivo em Goiás, estado historicamente conservador e considerado um dos pilares do setor agropecuário.

Na avaliação do senador, o cenário goiano contradiz o avanço petista, especialmente considerando as alianças políticas firmadas na região. “Sempre foi de direita, são pessoas conservadoras, onde o agro é o mais forte no Brasil, onde o ex-governador, com mais de 80% de aprovação, que foi concorrente, o Ronaldo Caiado (PSD), à presidência república, me deu o seu apoio, onde nós elegemos os dois senadores das duas vagas em disputa, o Lula cresceu mais de 43%”, declarou.

Dúvidas sobre grandes colégios eleitorais Além dos estados citados, o parlamentar colocou em dúvida a expansão da votação de seu opositor em São Paulo, cuja administração estadual é liderada por aliados do campo conservador, e no Rio de Janeiro, território onde o próprio senador mantém sua base eleitoral e domicílio político.

As declarações marcam a retomada das contestações públicas do grupo político em relação ao sistema de votação e aos números consolidados pela Justiça Eleitoral no último pleito presidencial.