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Mundo

Donald Trump transforma Salão Oval em monumento nacional nos EUA

Decisão presidencial busca proteger o gabinete de reformas futuras enquanto Justiça barra projeto de grande arco monumental em Washington.

Trump transforma o Salão Oval em monumento nacional enquanto projeto de ‘Arco do Triunfo’ dos EUA é barrado pela Justiça

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que classifica o Salão Oval da Casa Branca como um monumento nacional. O objetivo central da medida é impedir que futuros chefes de Estado realizem alterações drásticas na estrutura do tradicional gabinete presidencial americano.

A proteção do gabinete histórico Apesar de declarar o espaço como monumento, a determinação governamental não retira do presidente a autonomia para realizar redecorações. Ajustes no mobiliário e modificações operacionais ou de segurança rotineiras continuam liberadas, desde que não comprometam a integridade arquitetônica do local.

“Ninguém terá permissão para tocá-lo, destruí-lo ou derrubá-lo — como pessoas estúpidas poderiam fazer — apenas para construir algo com um formato um pouco diferente”, disse à imprensa local nesta quinta-feira (5).

O simbolismo da Casa Branca Atualmente, os líderes norte-americanos já possuem autonomia para pequenas alterações, mas intervenções mais profundas dependem do aval do Congresso. O governo argumenta que a nova ordem assegura a preservação definitiva do ambiente político.

“Nós gostamos do Salão Oval; ele é um símbolo, assim como a própria Casa Branca”, afirmou o presidente, acrescentando que autoridades estrangeiras elogiaram recentemente as melhorias decorativas realizadas no espaço. “É um símbolo do nosso país e da grandeza da nossa nação”, pontuou.

Projeto do arco monumental suspenso Enquanto protege o Salão Oval, o governo sofreu um revés na Justiça em relação a outro plano arquitetônico. Uma juíza federal determinou a paralisação temporária das obras do chamado “Arc de Trump”, um monumento planejado para celebrar o 250º aniversário dos Estados Unidos.

A magistrada Tanya Chutkan impôs uma suspensão de 14 dias no início do projeto, que previa uma estrutura com 72 metros de altura em Washington. A iniciativa enfrentou resistência de críticos que apontavam o risco de bloqueio visual ao Cemitério Nacional de Arlington, enquanto defensores viam a obra como um tributo histórico.

A proposta inicial detalhava a inclusão de uma estátua dourada alada da Estátua da Liberdade no topo, acompanhada de águias e inscrições patrióticas. A administração também indicou que o local serviria como depósito de equipamentos militares.

“Não haverá nenhuma instalação como esta em nenhum lugar do mundo”, declarou Trump anteriormente sobre o projeto agora travado pelos tribunais.