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Brasil

Ministério público quer investigar namorada de motorista do porsche e assistente técnico

Promotorado de são paulo aponta indícios de falso testemunho e falsidade ideológica após o encerramento do júri popular

MP pede investigação sobre namorada de Sastre e assistente técnico

O Ministério Público de São Paulo solicitou a investigação de possíveis crimes envolvendo a companheira de Fernando Sastre de Andrade Filho e o assistente técnico que trabalhou na defesa do empresário durante o julgamento do caso do Porsche.

As investigações do ministério público Documentos oficiais obtidos revelam que os promotores exigiram formalmente que a Polícia Civil abra dois inquéritos policiais distintos para apurar as condutas ocorridas durante o processo judicial que terminou com a morte do motorista de aplicativo Ornaldo da Silva Viana em 2024.

Suspeita de falsidade ideológica e falso testemunho No que diz respeito ao assistente técnico Alfredo Vieira das Neves Júnior, a promotoria determinou a abertura de uma investigação para apurar uma suspeita de falsidade ideológica, após questionamentos sobre dados apresentados por ele no plenário.

Já em relação a Giovanna Pinheiro Silva, namorada de Fernando, o órgão ministerial pediu a apuração de possível falso testemunho, visto que ela havia declarado anteriormente que o réu bebeu apenas água, contrariando a própria confissão do empresário de que havia ingerido álcool.

Ausência justificada e presença na plateia A ata oficial do Tribunal do Júri, realizado entre 28 e 30 de outubro na capital paulista, também registrou que Giovanna faltou ao compromisso após ser intimada, mas foi descoberta assistindo ao julgamento na plateia após a defesa desistir de seu depoimento.

Pedido de aumento de pena Em paralelo aos novos inquéritos, o MPSP recorreu ao Tribunal de Justiça para ampliar a condenação de Fernando Sastre, que atualmente é de 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, buscando uma pena de até 27 anos.

O recurso argumenta que a sanção atual é insuficiente “diante da gravidade concreta dos fatos”, requerendo a soma das penas pelos crimes de homicídio qualificado por dolo eventual e pela lesão corporal contra o passageiro Marcus Vinícius Machado Rocha.