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Brasil

Lula promete transformar o Brasil em referência global em inteligência artificial

Plano federal prevê capacitar milhares de jovens em universidades públicas para impulsionar a economia digital nos próximos quatro anos

‘Brasil vai se tornar um país bambambam’: Lula promete investimento em inteligência artificial e formação de milhares de jovens

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a intenção de expandir os aportes financeiros na inteligência artificial e na economia digital ao longo de sua futura gestão. A meta central da estratégia governamental consiste em preparar milhares de estudantes em instituições federais de ensino para criar tecnologias genuinamente nacionais.

Transmissão ao vivo e metas para o setor tecnológico

A declaração foi feita durante a transmissão conhecida como “Live da Vitória”, realizada em parceria com o deputado federal André Janones (Rede). Na ocasião, o chefe do Executivo estabeleceu um horizonte de quatro anos para posicionar o país em destaque no cenário internacional da tecnologia.

“Pode ficar certo que nós vamos fazer. Você vai ver como é que vai estar esse país daqui a quatro anos com inteligência artificial. O Brasil vai se tornar um país bambambam em inteligência artificial. Fique certa disso, querida”, declarou o presidente.

A manifestação ocorreu após o questionamento de uma cidadã chamada Rosane, que indagou se a gestão federal planeja criar uma inteligência artificial voltada para auxiliar professores da rede pública a detectarem problemas de aprendizado nos alunos. Embora o mandatário não tenha detalhado um programa específico para a educação, ele reforçou que a qualificação profissional em universidades e institutos federais funcionará como base para a inovação.

Estratégia nacional e novos investimentos

O compromisso presidencial se alinha às diretrizes do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA) 2024-2028, lançado em julho de 2024 sob a coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O planejamento estratégico estipula cerca de R$ 23 bilhões em aplicações até 2028, abrangendo supercomputadores, pesquisa científica e modernização dos serviços públicos.

Foco na sustentabilidade e na cultura

Além da pauta digital, o governo pretende direcionar esforços para a economia criativa e para a pauta ambiental. Em diálogo com a ministra da Cultura, Margareth Menezes, o presidente pontuou a relevância das iniciativas culturais para a movimentação financeira e a criação de postos de trabalho.

“A economia criativa vai ganhar uma dimensão muito grande no nosso governo. Eu tenho dimensão da capacidade de geração de empregos, da capacidade de geração de renda”, declarou.

Dessa forma, a administração federal busca consolidar a indústria cultural e a sustentabilidade como pilares complementares ao avanço tecnológico, visando fortalecer o desenvolvimento econômico do país a longo prazo.