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Mundo

Trump afirma que Irã depende de aval dos EUA para avançar em plano nuclear

Teerã entregou uma nova proposta por intermédio do Catar, mas impõe exigências prévias para iniciar as conversas com Washington

Trump diz que Irã “não está fazendo nada” na área nuclear sem aval dos EUA

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (5) que o governo iraniano está impedido de adotar qualquer medida sobre seu programa atômico sem o consentimento prévio de Washington. A declaração ocorreu durante um encontro com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca, no qual o republicano foi questionado acerca de recentes propostas formuladas por mediadores internacionais para definir os rumos tecnológicos e militares do país persa.

“Eles não estão fazendo nada sem a nossa aprovação”, disse Trump a repórteres no Salão Oval da Casa Branca

Proposta entregue via Catar No mesmo dia, representantes iranianos enviaram aos Estados Unidos um plano detalhado sobre a questão atômica utilizando o Catar como intermediário diplomático. Uma autoridade de alto escalão do governo de Teerã, que preferiu manter o anonimato, revelou à agência Reuters que o documento só será debatido formalmente após a Casa Blanca cumprir sete exigências prévias estabelecidas pelo regime iraniano. O governo norte-americano já recebeu o material e realiza uma análise detalhada do conteúdo, embora evite divulgar informações adicionais sobre as negociações em curso.

Esforços diplomáticos e risco de conflito Enquanto isso, diplomatas e mediadores intensificam as conversas para tentar pacificar definitivamente as tensões militares, impulsionados pelo receio de que o confronto armado volte a escalar após as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O próprio presidente americano evitou descartar o retorno de operações bélicas após o processo eleitoral, ao passo que Teerã já prepara estratégias de retaliação caso as hostilidades sejam retomadas.

Posição inalterada de Teerã Apesar dos rumores sobre uma possível flexibilização diplomática, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, negou veementemente qualquer alteração na postura oficial do país no final de setembro, rejeitando especulações divulgadas pela imprensa internacional.

“Afirmações têm circulado nas últimas horas e posso afirmar categoricamente que não houve mudança alguma nas posições do Irã”, disse Araghchi à emissora estatal IRIB à época.

Divergências centrais sobre o urânio O principal impasse entre as duas nações permanece centrado na exigência iraniana de realizar o enriquecimento de urânio dentro de seu próprio território nacional. O material radioativo possui aplicação pacífica na geração de energia por meio de usinas, mas também pode ser elevado a graus de pureza suficientes para a fabricação de armamentos atômicos.

O governo do Irã sustenta que possui soberania plena para dominar o ciclo de combustível com finalidades pacíficas, argumentando que não pode sofrer discriminação tecnológica em relação a outros países. Por outro lado, Washington pondera que aceita a matriz civil iraniana, mas desconfia das reais intenções do regime sobre a garantia de que o processo não será desviado para fins militares.