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Brasil

A história do ditador paraguaio deposto pelo próprio sogro

Conheça a trajetória de Alfredo Stroessner, o governante mais longevo da América do Sul que marcou a política por quase 35 anos.

“Coronel do Porta-Malas” no Paraguai: a história do ditador mais longevo da América do Sul que caiu após golpe do próprio sogro

O Paraguai encerrou em 3 de fevereiro de 1989 um dos períodos autoritários mais extensos da história sul-americana por meio de um desfecho familiar surpreendente, quando o general Alfredo Stroessner, que governava desde 1954, foi deposto por um levante militar comandado pelo general Andrés Rodríguez Pedotti, seu braço direito e também sogro.

As origens da alcunha pejorativa Antes de chegar ao comando supremo do país, a trajetória do militar já havia sido marcada por um evento incomum quatro décadas antes que lhe originou o famoso apelido de “Coronel do Porta-Malas”.

A fuga nas ruas de Assunção Stroessner construiu sua carreira nas Forças Armadas após entrar no Exército Paraguaio aos 17 anos e lutar na Guerra do Chaco, alcançando o posto de general de brigada mais jovem da América do Sul em 1948, aos 36 anos de idade.

No mesmo ano, após participar de um levante golpista frustrado, ele buscou refúgio na Embaixada do Brasil em Assunção, escapando da captura de opositores ao cruzar a capital paraguaia oculto no compartimento de bagagens de um veículo. O episódio virou motivo de chacota nos quartéis e cravou o apelido que o perseguiu até sua ascensão definitiva ao poder central.

Quase 35 anos de governo e o fim do regime Em maio de 1954, o militar encabeçou uma nova quartelada que depôs o presidente Federico Chaves, assumindo oficialmente a chefia