Mulher sofre agressão grave após discussão política em Vila Velha
Vítima desmaiou após socos no rosto e encurralamento na parede; defesa aponta suspeito como policial militar

Uma mulher foi brutalmente agredida na noite de segunda-feira (2) no bairro Itapuã, em Vila Velha, no Espírito Santo, após um desentendimento motivado por divergências políticas. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência no local.
O histórico da violência Conforme relatos colhidos no endereço pelos agentes de segurança, o conflito inicial envolveu duas mulheres que discutiam sobre política. Em seguida, um homem interveio e desferiu diversos socos no rosto da vítima, além de pressioná-la contra a parede.
Socorro e busca pelo suspeito A violência foi tão intensa que a mulher sofreu lesões corporais e chegou a perder a consciência. Ela precisou ser socorrida imediatamente e encaminhada ao Hospital Antônio Bezerra de Farias. Após o ataque, o agressor fugiu em direção ao seu prédio. A equipe policial esteve no local, mas não conseguiu localizar o morador.
Posicionamento da defesa Em nota enviada, a defesa da vítima classificou o episódio como um caso de violência de gênero e destacou o envolvimento de um agente de segurança pública.
“De um lado temos uma mulher, com direito e obrigações, e do outro, um cabo da Briosa PM, pessoa que tem a missão de proteger a sociedade, especialmente as mulheres, que são vítimas de violência de gênero. Mas, não agiu assim este policial, pelo contrário, atacou-a violentamente, sem qualquer razão, sem permitir que ela percebesse de onde viria a agressão, que quase lhe custou a vida. Sabemos que esta não é a conduta de um policial militar de verdade, mas sim, de um criminoso.
À Justiça, conforme requerido na NOTÍCIA-CRIME, com pedido de MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA e de PRISÃO PREVENTIVA do policial criminoso (5049551-46.2026.8.08.0035), cumpre promover a proteção das mulheres, o combate contra os criminosos de gênero, à obrigação de retirar da sociedade pessoas que não podem viver em sociedade, pois são violentas, e não admitem que as mulheres exerçam seus direitos, e, agem perigosa e agressivamente contra estas mulheres, pois sabemos que se estivesse diante de um homem, o policial covarde não teria tanta coragem. Enquanto membros da sociedade, temos a missão de proteger as mulheres, mas tal não foi o pensamento daqueles que prestavam serviços naquele bar (Puxadinho), e merecem responder por suas omissões criminosas, e assim, também buscaremos junto à Justiça.”
Tramitação jurídica O caso foi encaminhado ao Tribunal de Justiça (TJ). O órgão avaliou o pedido de medidas protetivas para a vítima, mas apontou que a referida vara judicial não detém a competência adequada para julgar o processo.


